Na tese de mestrado “As Relações da China com os Países de Língua Portuguesa: Uma Relação Crescente mas Ignorada”, para a Naval Postgraduate School norte-americana, Horta sublinha que o mundo de língua portuguesa tem vindo a ganhar importância para a China na segurança energética e mercados, atingindo um nível “vital” no caso de Brasil e de Angola.

“Como tal, a China vai continuar a investir na relação de maneira deliberada e determinada”, refere o investigador no trabalho defendido em Monterrey, Califórnia, em Setembro de 2012 e que o macauhub teve acesso.

O caso do mundo de língua portuguesa, adianta, “atesta da crescente sofisticação das políticas externa e económica chinesas e desafia as explicações simplistas sobre a presença da China no mundo em desenvolvimento”.

“Os negócios chineses são capazes de se adaptar a numerosas circunstâncias e mostram uma sofisticação muitas vezes incompreendida”, adianta o investigador.

Também em Moçambique, os investimentos chineses estão a criar cada vez mais empregos a nível local, resultado de ressentimentos iniciais e de uma subida dos custos laborais na China.

A África de língua portuguesa, refere, demonstra que o investimento chinês vai além da extracção de recursos, incluindo turismo, agricultura e banca, “desafiando muitos dos preconceitos iniciais sobre a China em África”, pela sua natureza diversa.

Também “evidente” nestes casos é que a China “tem uma abordagem de longo prazo às suas relações com o mundo de língua portuguesa e que os seus diplomatas e homens de negócios são muito pacientes e persistentes”.

De origem timorense e formado pela Universidade de Defesa Nacional do Exército de Libertação do Povo (China), Loro Horta viveu largos anos em Moçambique, colaborando actualmente com diversos centros de investigação em todo o mundo. (macauhub) Ler o artigo completo.

 

Foto: Praça Tiananmen em Pequim, 24 de fevereiro de 1997. Inacio Rosa/Lusa

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