27 February 2021
Dados oficiais indicam que até ao fim da guerra civil em Angola, em abril de 2002, a RDCongo tinha 450 mil refugiados angolanos no território.

Cerca de 72 mil refugiados angolanos vivem ainda na RDC

Cerca de 72 mil refugiados angolanos vivem ainda na República Democrática do Congo (RDCongo) e apenas um terço deseja regressar voluntariamente a Angola, noticiou hoje a agência Angop.

Aqueles números resultaram do encontro tripartido que juntou na quinta-feira em Kinshasa representantes dos governos de Angola e do Congo Democrático e do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR).

O encontro, que avaliou durante três dias a situação dos antigos refugiados angolanos que ainda vivem na vizinha RDCongo, 47.875 dos quais já manifestaram a opção de se fixarem do outro lado da fronteira, foi presidido pelos ministros da Assistência e Reinserção Social de Angola, João Baptista Kussumua, e do Interior, Segurança e Descentralização, da RDCongo, Richard Muyej Mangeze.

Os 23.940 que desejam regressar a casa vão ser transportados a partir de outubro para as províncias angolanas de onde eram residentes.

Relativamente aos angolanos que decidiram passar a residir permanente na RDC, foi acordado que a atribuição da documentação de cidadania a estes é da responsabilidade do executivo angolano.

Dados oficiais indicam que até ao fim da guerra civil em Angola, em abril de 2002, a RDCongo tinha 450 mil refugiados angolanos no território.

Entre 2008 a 2009, a Embaixada de Angola em Kinshasa procedeu ao registo de mais de 120 mil candidatos ao regresso. Destes, apenas uma parte regressou em 2011 com a ajuda do ACNUR, porque o processo foi interrompido a 30 de junho do mesmo ano, fazendo com que 40 mil outros não tenham sido repatriados.

EL // VM – Lusa/Fim

Foto: ANgolanos que foram expulsos do Congo. Zombo, província angolana do Uíge, 11 de Outubro 2009, Angola. BRUNO FONSECA / LUSA

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