Cerca de 72 mil refugiados angolanos vivem ainda na República Democrática do Congo (RDCongo) e apenas um terço deseja regressar voluntariamente a Angola, noticiou hoje a agência Angop.

Aqueles números resultaram do encontro tripartido que juntou na quinta-feira em Kinshasa representantes dos governos de Angola e do Congo Democrático e do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR).

O encontro, que avaliou durante três dias a situação dos antigos refugiados angolanos que ainda vivem na vizinha RDCongo, 47.875 dos quais já manifestaram a opção de se fixarem do outro lado da fronteira, foi presidido pelos ministros da Assistência e Reinserção Social de Angola, João Baptista Kussumua, e do Interior, Segurança e Descentralização, da RDCongo, Richard Muyej Mangeze.

Os 23.940 que desejam regressar a casa vão ser transportados a partir de outubro para as províncias angolanas de onde eram residentes.

Relativamente aos angolanos que decidiram passar a residir permanente na RDC, foi acordado que a atribuição da documentação de cidadania a estes é da responsabilidade do executivo angolano.

Dados oficiais indicam que até ao fim da guerra civil em Angola, em abril de 2002, a RDCongo tinha 450 mil refugiados angolanos no território.

Entre 2008 a 2009, a Embaixada de Angola em Kinshasa procedeu ao registo de mais de 120 mil candidatos ao regresso. Destes, apenas uma parte regressou em 2011 com a ajuda do ACNUR, porque o processo foi interrompido a 30 de junho do mesmo ano, fazendo com que 40 mil outros não tenham sido repatriados.

EL // VM – Lusa/Fim

Foto: ANgolanos que foram expulsos do Congo. Zombo, província angolana do Uíge, 11 de Outubro 2009, Angola. BRUNO FONSECA / LUSA

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