Além de castanhas, havia pastéis de nata e outros doces, e embora com uma semana de atraso em relação ao tradicional verão de S. Martinho, o sol também compareceu, atenuando o efeito dos cinco graus assinalados no termómetro.

“Este tipo de atividades é muito importante para os alunos. Eles não têm um contacto muito vivo com a cultura portuguesa e os portugueses e aqui, na Embaixada, estão em território português”, disse o professor Ye Zhiliang, da Universidade de Línguas Estrangeiras de Pequim (Beiwai).

Liliana Gonçalves, a mais antiga professora portuguesa radicada na capital chinesa, desde 2005, concorda: convívios como este ajudam os alunos a “conhecer melhor a nossa cultura e outros estudantes que também estudam o português”.

A festa reuniu estudantes de sete universidades de Pequim e uma de Tianjin, porto do norte da China, a 150 quilómetros da capital.

Há cerca de uma década, em Pequim, havia apenas uma universidade com licenciatura em português, e em toda a China, excetuando Macau, só existia mais uma, no Instituto de Línguas Estrangeiras de Xangai. Hoje há mais de quinze.

O crescente interesse pelo português “tem a ver com as saídas profissionais, sobretudo em Angola e no Brasil”, diz Liliana Gonçalves, da Universidade de Comunicação da China.

“O português está de ótima saúde aqui na China”, acrescentou a professora.

Segundo Ye Zhiliang, “o português é bastante procurado na China devido à intensificação das relações económicas e comerciais com os países lusófonos”.

Cerca de 260.000 cidadãos chineses trabalham em Angola e nos três últimos anos, a China tornou-se o maior parceiro comercial do Brasil, ultrapassando os Estados Unidos.

AC // GC.

Lusa/Fim

Foto: LUSA –  estudantes chineses, 3 de novembro de 2010. PAULO CUNHA / LUSA

 

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