Para garantir a segurança dos foliões, o efetivo policial é reforçado com 16.800 agentes militares destacados para atuar durante os desfiles dos blocos de rua e das escolas de samba, só na cidade do Rio de Janeiro, com o auxílio de 2.600 viaturas.

Um milhão de guias turísticos com roteiro e horário dos 444 blocos que desfilarão durante a semana serão distribuídos aos mais 920 mil turistas que chegam em busca de diversão na cidade maravilhosa, deixando uma média de 545 milhões de euros em gastos com hotéis e restaurantes.

No final de cada apresentação dos grupos de rua, uma equipa especial da Comlurb, empresa de limpeza pública do Rio de Janeiro, passa recolhendo o “estrago” deixado pelos foliões, que produziram, somente entre o sábado e quarta-feira de cinzas do carnaval passado, 700 toneladas de lixo.

Paralelamente, como nem tudo é controlo na “festa da desordem”, o Ministério da Saúde reforça a sua política de prevenção contra doenças sexualmente transmissíveis com a distribuição de 104 milhões de preservativos gratuitos em pontos onde há previsão de grandes aglomerações em cidades de todo o país.

A maior fábrica de máscaras do Rio de Janeiro – Condal, criada por um espanhol há 55 anos – precisa trabalhar durante todo o ano para garantir estoque suficiente para o período, quando são comercializadas cerca de 250 mil máscaras e 130 mil fantasias.

A produção é feita por dez funcionários, capazes de fabricar até 2.000 máscaras por dia, e a empresa arrecada, só durante o carnaval, o equivalente a 70 por cento do seu faturamento anual.

Entre domingo e segunda-feira, 12 escolas de samba realizam um desfile de cerca de uma hora ao longo dos 700 metros de extensão da Avenida Marquês de Sapucaí, ou “Sambódromo”.

Durante a passagem, o carnavalesco responsável pela música repete em média 65 vezes o samba-enredo da escola, enquanto os integrantes caminham e sambam com máscaras que podem pesar até 40 quilos.

O esforço definitivamente vale a pena quando a escola consegue fazer o público de 72.500 expectadores levantarem e cantarem juntos sua música-tema, criando o que os brasileiros gostam de chamar “o maior show da Terra”.

 

FYRO // APN – Lusa/fim

Fotos:

– Rio de Janeiro, Brazil, 11 de fevereiro de 2013. EPA/FERNANDO BIZERRA JR;

– Criança brinca com bolhas de espuma na marcha tradicional do grupo de samba  “Cordão do Bola Preta”. Rio de Janeiro, Brasil, 01 de março de 2014. EPA / ANTONIO LACERDA

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