No momento em que o Brasil admite excluir a literatura portuguesa dos programas escolares, o PÚBLICO ouviu reacções à proposta de Vítor Aguiar e Silva de se criar um cânone literário comum a ser ensinado em todos os países lusófonos.

A ideia, publicamente lançada em Dezembro pelo teórico da literatura Vítor Aguiar e Silva na conferência inaugural do Congresso Língua Portuguesa: Uma Língua de Futuro, organizado pela Universidade de Coimbra, é a de que cada um dos países escolha os seus autores e obras fundamentais, e que da conjugação dessas escolhas resulte um “cânone literário escolar” que dê a conhecer a alunos de todo o mundo lusófono a especificidade das diferentes literaturas nacionais e a diversidade da própria língua.

Tendo em conta que o Ministério da Educação do Brasil se propõe agora eliminar a obrigatoriedade do estudo da literatura portuguesa, retirando-a da Base Nacional Curricular Comum (BNCC), ao mesmo tempo que novas leis têm vindo reforçar a presença das literaturas africanas nas escolas e universidades brasileiras, parece existir o risco de que, mesmo sem um cânone formal, esse esforço preconizado por Aguiar e Silva esteja de facto a fazer o seu caminho, mas deixando de fora a literatura da antiga potência colonizadora. Ler o artigo completo (Público)

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