A informação foi divulgada durante a visita de uma delegação do ministério da Cultura angolano, no fim de semana, às escavações realizadas naquela área, em fase final de conclusão.

Este relatório, de acordo com informação divulgada no local pelo Executivo, pretende obter uma avaliação prévia dos peritos da UNESCO, incorporando eventuais alterações antes da submissão da candidatura final.

Em junho passado, também de visita ao local das escavações, o secretário de Estado da Cultura angolano, Cornélio Caley, afirmou aos jornalistas que a candidatura do centro histórico de M’banza Congo a património mundial vai dar entrada na UNESCO até janeiro de 2015.

“Temos desafios sérios a ultrapassar, porque temos um curto espaço de tempo para apresentar o nosso dossiê, mas estamos a trabalhar para esta data oficialmente indicada”, declarou o governante.

O projeto “M’banza Congo, cidade a desenterrar para preservar”, que tem como principal propósito a inscrição desta histórica capital do antigo Reino do Congo, fundado no século XIII, na lista do património mundial da UNESCO, foi oficialmente lançado em 2007.

O centro histórico está classificado como património cultural nacional desde 10 de junho de 2013, precisamente um pressuposto indispensável para a sua inscrição na lista de património mundial.

Envolve um conjunto cujos limites abrangem uma colina e que se estende por seis corredores.

Inclui ruínas e espaços alvo de escavações e estudos arqueológicos que envolveram nos últimos três meses especialistas nacionais e estrangeiros.

Estes trabalhos passaram nomeadamente pela medição da fundação de pedras descobertas no local denominado de “Tadi dia Bukukua”, supostamente o antigo palácio real.

Passaram igualmente pelo levantamento da missão católica, da casa do secretário do rei, do túmulo da Dona Mpolo (mãe do rei Dom Afonso I, enterrada com vida por desobediência às leis da corte) e do cemitério dos reis do antigo Reino do Congo.

Divido em seis províncias que ocupavam parte das atuais República Democrática do Congo, República do Congo, Angola e Gabão, o Reino do Congo dispunha de 12 igrejas, conventos, escolas, palácios e residências.

PVJ // JPS – Lusa/Fim

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