“Há um avanço”, garantiu o secretário de Estado da Cultura angolano, que acredita que em 2014 o dossiê relativo à candidatura de M’banza-Congo a património mundial da Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO) já terá uma data definitiva.

“Para além deste, nós temos os Tchitundo-Hulu [pinturas rupestres] e temos o Corredor do Kwanza, estes dois estão ainda um pouco atrasados, mas o outro [M’banza-Congo] está certamente já no seu ‘timing’, na sua pesquisa e até na elaboração do dossiê bastante avançados”, acrescentou.

O embaixador da delegação permanente de Angola junto da UNESCO, Diekumpuna Sita N’Sadisi José, disse à agência Lusa que o país tem “investido muito mais na inscrição primeiro da velha cidade de M’banza-Congo, a sede do antigo reino do Congo, que é o único projeto que está neste momento a ser preparado para ser apresentado”.

O embaixador angolano explicou que “o Corredor do Kwanza serviu para a passagem dos barcos que transportavam escravos do interior para Luanda, para a costa, e onde houve momentos de trocas comerciais muito importantes”.

“Estes três [cidade de M’banza-Congo, pinturas rupestres de Tchitundo-Hulu e Corredor do Kwanza] são os que foram já entregues para serem trabalhados. Mas temos tantos, o país é grande, portanto esperamos até encontrar muitos mais sítios e monumentos a merecer a atenção de serem submetidos ao património mundial”, concluiu o secretário de Estado Cornélio Caley.

TYG //HB – Lusa/fim


M’banza Kongo era um centro político e administrativo muito importante, porque era a capital do antigo Reino do Congo. O primeiro contato português com o rei do Congo data de1490 e teve lugar na capital de M’banza Kongo, onde foi criada a diocese de Angola e Congo. Na verdade, em M’banza Kongo ainda podemos ver edificações do século XVI, tais como, as antigas ruínas da catedral, construída no mesmo lugar onde os portugueses construíram a primeira igreja a sul do Equador, a residência dos reis da Congo, onde é agora o Museu do reino do Congo, o túmulo dos reis e muitas outras edificações que constituem um relato extraordinário do passado. A zona histórica de M’banza Kongo, foi classificado em 1957, devido à sua grande importância para o Património Cutural angolano e mundial. Ler mais»

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