Ao longo do seu exílio em Inglaterra, D. Manuel II reuniu uma coleção de livros camonianos, que vão do século XVI até ao tempo da sua morte, ocorrida em 1932.

Esses livros, pouco mostrados até hoje, encontram-se agora expostos e explicados na Fundação Calouste Gulbenkian.

D. Manuel II

O jovem Rei Dom Manuel II e a sua mãe, Amélia, 1910.

A mostra, que estará patente até ao próximo dia 15 de Fevereiro, resulta de uma colaboração entre as Fundações da Casa de Bragança e Calouste Gulbenkian e é comissariada por José Augusto Bernardes, da Universidade de Coimbra (UC), e Raquel Henriques da Silva.

Podem ser vistos, entre outros exemplares, as primeiras edições de Os Lusíadas, das Rimas e do Teatro e ainda exemplares de edições que, por um motivo ou por outro, haveriam de ficar famosas.

Refiram-se, a título de exemplo, a pequena mas curiosíssima edição “…dos piscos” (1584) ou realizações de grande aparato como ‘Os Lusíadas’, publicados em Paris pelo Morgado de Mateus, no ano de 1817.

Concebida artisticamente pelo Arquiteto Mariano Piçarra, a Exposição integra ainda dois outros núcleos de interesse: uma escolha de retratos de Camões, provenientes de vários museus e instituições e um conjunto de fotografias e objetos relativos ao Rei que constituiu a coleção

Fonte: PT Jornal
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