Cidade da Praia, 20 Set (Inforpress) – A ministra da Educação Família e Inclusão Social, Maritza Rosabal disse hoje que Cabo Verde e Timor-Leste vão assinar um acordo de cooperação que permite aos docentes cabo-verdianos leccionarem naquele país.

O anúncio foi feito hoje pela governante, na Cidade da Praia, na sequência de um encontro de trabalho com o seu homólogo de Timor-Leste, António da Conceição, que está no arquipélago para uma visita de quatro dias, tendo adiantado que neste momento estão a analisar as questões técnicas relacionadas com este tipo de cooperação.

A ministra avançou que com este acordo de cooperação, Cabo Verde compromete-se a fazer concursos públicos para envio de docentes de língua portuguesa e outras áreas afins a Timor Leste, com o intuito de ajuda-lo no processo de reforço da língua portuguesa.

“Neste momento estamos a trabalhar de modo a criar as condições técnicas para a contratação deste tipo de acordos, para que em Janeiro de 2018 possa estar tudo definido”, assegurou indicando que este protocolo vai contemplar 16 professores nacionais.

encontro-ministros-cv-timorMaritza Rosabal disse ainda que o encontro serviu também para analisarem novas áreas de cooperação entre os dois países, tendo acrescentando que 43 estudantes timorenses vão frequentar este ano as universidades cabo-verdianas.

Por sua vez, o ministro do Estado, Coordenador dos Assuntos Sociais e da Educação de Timor Leste, António da Conceição agradeceu pelo apoio que o arquipélago tem dado ao seu país nos últimos anos, e pela disponibilidade de 43 vagas para os estudantes timorenses que este ano vão frequentar as universidades cabo-verdianas.

“Pretendemos ver ainda, qual é a possibilidade de mantermos esta cooperação sobretudo na área da educação, de modo a explorar uma nova implementação dos acordos existentes entre os dois países, uma vez que estamos a precisar de apoio de professores cabo-verdianos”, referiu o governante frisando que a ideia passa também por reforçar a formação dos professores timorenses para que possam dar continuidade no ensino do português nas escolas do ensino básico, e secundário.

O governante disse que o seu país quer beber da experiência que Cabo Verde tem a nível da língua portuguesa, uma vez que o seu país tem ainda problemas neste domínio, frisando que transcorridos 14 anos depois da independência o sector da educação está em vias de desenvolvimento com infraestruturas em todo o território, com 11 instituições de ensino superior, sendo apenas uma pública e que o acesso à educação é gratuito.

AV/FP – Inforpress/Fim

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