Cabo Verde manteve a posição do ano anterior e ficou classificado em 122º lugar numa lista de 148 países analisados pelo WEF para a elaboração do Índice de Competitividade Global (GCI) 2013-2014, que coloca Portugal em 51.º lugar e o Brasil em 56.º.

Todos os países africanos ficaram na segunda metade da tabela, com exceção das Ilhas Maurícias, que alcançaram a 45.ª posição, entre a Turquia e a República Checa.

Entre os três países lusófonos africanos avaliados (Angola, Moçambique e Cabo Verde), o arquipélago regista a melhor posição, conseguindo até o primeiro lugar no que diz respeito ao indicador sobre a inflação, e estando na primeira metade da tabela em indicadores como o peso dos regulamentos governamentais, a confiança pública nos políticos e a corrupção e subornos.

No que diz respeito a Angola, o relatório sublinha a perda de três posições relativamente ao relatório de 2011-2012, sendo que quase 20% dos inquiridos aponta a corrupção como o fator mais problemático para fazer negócios, seguido da mão-de-obra inadequada, a burocracia, o acesso ao financiamento e as infraestruturas desadequadas.

O ambiente macroeconómico é a grande vantagem de Angola, segundo as respostas, com o país a ficar na primeira metade da tabela no que diz respeito ao equilíbrio orçamental (9.º lugar) e à dívida pública (39.º).

Sobre Moçambique, os inquiridos no relatório também destacam a corrupção, a par do acesso ao financiamento, como os principais problemas, seguindo-se a burocracia, a mão-de-obra inadequada e as más infraestruturas.

Moçambique, ainda assim, subiu um lugar na lista, passando de 138.º para 137.º, com boas classificações na proteção do investimento, na inflação, nas importações e na transferência de tecnologia, chegando a ficar em segundo lugar no que diz respeito às mulheres no mercado laboral, quando comparadas em percentagem com os homens.

Fora do continente africano, Timor-Leste perdeu dois lugares face ao relatório anterior, ocupando o 138.º lugar, com a corrupção a ocupar o topo da lista dos fatores mais problemáticos para os empresários, que inclui também a fraca ética de trabalho no mercado laboral, o acesso ao financiamento, a burocracia e a inadequação da mão-de-obra.

Nos indicadores detalhados, o destaque vai para o primeiro lugar sobre as contas públicas e para as poupanças que o país consegue fazer, assim como sobre o montante de dívida pública em percentagem do PIB.

Portugal voltou a perder lugares no ‘ranking’ mundial de competitividade de 2013-2014, caindo para o 51.º e numa tendência que se prolonga desde 2005, com exceção do ano de 2011.

A Suíça continua a liderar o ‘ranking’ mundial de competitividade, seguida de Singapura, Finlândia, Alemanha – que sobe duas posições – e Estados Unidos.

O ranking de competitividade do Relatório de Competitividade Global é baseado no GCI, introduzido pelo Fórum Económico Mundial em 2004 e define a competitividade como o conjunto de instituições, políticas e fatores que determinam o nível de produtividade de um país.

As pontuações do GCI são calculadas a partir de dados nacionais em 12 categorias: instituições, inovação, ambiente macroeconómico, saúde e ensino básico, superior e formação profissional, eficiência do mercado de produtos, eficiência do mercado de trabalho, desenvolvimento do mercado financeiro, disponibilidade tecnológica, dimensão de mercado, sofisticação e inovação económicas.

MBA // JMR – Lusa/Fim


Foto: Centenas de pessoas receberam os jogadores e a equipa técnica da seleção Nacional de Cabo Verde “Tubarões Azuis” à chegada ao aeroporto Internacional da Cidade da Praia, depois de terem participado pela primeira vez na Taça das Nações Africanas (CAN2013), atingindo os quartos de final, na Cidade da Praia, Cabo Verde, 05 de fevereiro de 2013. JOSE MARIA BORGES / LUSA

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