De acordo com o ‘Relatório da Felicidade Mundial 2013‘, divulgado pelas Nações Unidas, o Brasil ocupa a 24.ª posição, seguido por Angola, na 61.ª, aparecendo Portugal em 85.º lugar, à frente de Moçambique, no 94.º posto.

O relatório não analisou dados dos outros países lusófonos: Cabo Verde, Timor-Leste e Guiné Bissau.

Angola é, aliás, o país africano mais bem colocado, seguido pelas Ilhas Maurícias, Argélia, Líbia e Nigéria.

De acordo com o ‘Relatório da Felicidade Mundial 2013’, divulgado pelas Nações Unidas, Portugal registou uma quebra de 0, 35 pontos relativamente ao período entre 2007 e 2010, caindo da 73.ª posição para a 85.ª, considerando os autores que isso se deve não só à crise económica que Portugal atravessa, mas também “à capacidade dos indivíduos, comunidades e especialmente aos governos com dificuldades financeiras em desempenhar o seu papel ao nível do que é exigido em tempos de crise”.

O relatório, que coloca o Benim e o Togo nos últimos lugares da lista, elege como mais felizes os povos da Dinamarca, Noruega, Suíça, Holanda e Suécia, e sublinha que há grandes quebras nos países europeus que registaram uma descida mais acentuadamais afetados pela crise económica: Grécia, Portugal, Itália e Espanha.

A definição de ‘felicidade’ que é usada no relatório é dividida em três fatores: uma resposta emocional face aos aspetos positivos e negativos que um indivíduo sente em determinado momento face às emoções do dia anterior, por um lado, e uma avaliação subjetiva que faz da sua vida em geral, por outro.

Os autores lembram que o relatório deste ano surge na sequência de uma “resolução histórica” aprovada pelas Nações Unidas em julho de 2011, na qual convidava “os países membros a medirem a felicidade do seu povo e a usar [os resultados] para ajudar a direcionar as suas políticas públicas”, e que desaguou na primeira reunião de alto nível no seio da ONU sobre a felicidade e o bem-estar dos países, em abril do ano passado.

O relatório deste ano surge numa altura em que existe um movimento crescente para que os governos e os decisores políticos reduzam o ênfase na obtenção de desenvolvimento económico e apostem em políticas que possam melhorar o bem-estar geral das populações.

A ideia foi originalmente expressa pelo então rei do Butão, Jigme Singye Wangchuck, que criou o conceito de “economia da felicidade”.

O relatório das Nações Unidas relativamente a 2013 argumenta que “é importante equilibrar as medidas económicas de progresso da sociedade com medidas de bem-estar subjetivo que sejam capazes de assegurar que o progresso económico conduza a melhoramentos significativos em vários domínios da vida, e não apenas uma maior capacidade económica”.

MBA // MLL – Lusa/Fim

Foto: Voluntários dão “abraços grátis” alusivos ao “dia da felicidade”, uma iniciativa da responsabilidade do Leiria Hapiness Club, fundado pela Associação Fazer Avançar (AFA), e consiste em dar abraços grátis, elogiar com um megafone os transeuntes e montar um microfone no centro histórico para quem quiser dizer o que lhe vai na alma, no Dia da Cidade de Leiria, 22 de maio de 2012. (ACOMPANHA TEXTO) PAULO CUNHA/LUSA

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