8 March 2021
Os brasileiros são o povo mais feliz entre os que falam português, aparecendo Portugal a seguir ao Brasil e Angola, e antes de Moçambique, os únicos com língua oficial portuguesa entre os 156 países analisados pelas Nações Unidas.

Brasileiros são os mais felizes entre os países que falam português

De acordo com o ‘Relatório da Felicidade Mundial 2013‘, divulgado pelas Nações Unidas, o Brasil ocupa a 24.ª posição, seguido por Angola, na 61.ª, aparecendo Portugal em 85.º lugar, à frente de Moçambique, no 94.º posto.

O relatório não analisou dados dos outros países lusófonos: Cabo Verde, Timor-Leste e Guiné Bissau.

Angola é, aliás, o país africano mais bem colocado, seguido pelas Ilhas Maurícias, Argélia, Líbia e Nigéria.

De acordo com o ‘Relatório da Felicidade Mundial 2013’, divulgado pelas Nações Unidas, Portugal registou uma quebra de 0, 35 pontos relativamente ao período entre 2007 e 2010, caindo da 73.ª posição para a 85.ª, considerando os autores que isso se deve não só à crise económica que Portugal atravessa, mas também “à capacidade dos indivíduos, comunidades e especialmente aos governos com dificuldades financeiras em desempenhar o seu papel ao nível do que é exigido em tempos de crise”.

O relatório, que coloca o Benim e o Togo nos últimos lugares da lista, elege como mais felizes os povos da Dinamarca, Noruega, Suíça, Holanda e Suécia, e sublinha que há grandes quebras nos países europeus que registaram uma descida mais acentuadamais afetados pela crise económica: Grécia, Portugal, Itália e Espanha.

A definição de ‘felicidade’ que é usada no relatório é dividida em três fatores: uma resposta emocional face aos aspetos positivos e negativos que um indivíduo sente em determinado momento face às emoções do dia anterior, por um lado, e uma avaliação subjetiva que faz da sua vida em geral, por outro.

Os autores lembram que o relatório deste ano surge na sequência de uma “resolução histórica” aprovada pelas Nações Unidas em julho de 2011, na qual convidava “os países membros a medirem a felicidade do seu povo e a usar [os resultados] para ajudar a direcionar as suas políticas públicas”, e que desaguou na primeira reunião de alto nível no seio da ONU sobre a felicidade e o bem-estar dos países, em abril do ano passado.

O relatório deste ano surge numa altura em que existe um movimento crescente para que os governos e os decisores políticos reduzam o ênfase na obtenção de desenvolvimento económico e apostem em políticas que possam melhorar o bem-estar geral das populações.

A ideia foi originalmente expressa pelo então rei do Butão, Jigme Singye Wangchuck, que criou o conceito de “economia da felicidade”.

O relatório das Nações Unidas relativamente a 2013 argumenta que “é importante equilibrar as medidas económicas de progresso da sociedade com medidas de bem-estar subjetivo que sejam capazes de assegurar que o progresso económico conduza a melhoramentos significativos em vários domínios da vida, e não apenas uma maior capacidade económica”.

MBA // MLL – Lusa/Fim

Foto: Voluntários dão “abraços grátis” alusivos ao “dia da felicidade”, uma iniciativa da responsabilidade do Leiria Hapiness Club, fundado pela Associação Fazer Avançar (AFA), e consiste em dar abraços grátis, elogiar com um megafone os transeuntes e montar um microfone no centro histórico para quem quiser dizer o que lhe vai na alma, no Dia da Cidade de Leiria, 22 de maio de 2012. (ACOMPANHA TEXTO) PAULO CUNHA/LUSA

Também poderá gostar

Sem comentários