Luanda – Em entrevista à Angop, na qualidade de enviado especial da primeira-ministra e chefe de governo deste país para os estados membros da CPLP, referiu que a intenção das autoridades australianas não é apenas o incremento da cooperação, mas de igual modo a sua diversificação.

Neil Mules disse que existe um reconhecimento de que até agora as relações com estes países não se tenham desenvolvido tanto quanto desejavam.

Neste sentido, argumentou que esta mensagem das autoridades australianas foi recebida de maneira muito positiva em Angola. Deu ainda a conhecer que estão a trabalhar também junto do Secretariado Executivo da organização para explorar e achar maneiras para a sua intensificação, ultrapassando o obstáculo da língua e cultura dos respectivos povos.

Segundo o Neil Mules existem hoje na Austrália milhares de pessoas de origem de países que falam português, sobretudo portugueses, timorenses e brasileiros.

De igual modo, realçou o facto de o seu país possuir uma relação muito próxima com Timor Leste, o que em seu entender está também a facilitar um pouco a entrada no mundo lusófono.

Neil Mules disse que a Austrália teve um papel muito importante na independência de Timor Leste e ganhou por isso um respeito no mundo lusófono, por meio desta parte da sua história.

Com este objectivo, adiantou que foi feita uma visita a Lisboa, Portugal, durante a qual pode, dentro do governo português e do Secretariado Executivo da CPLP, encarar um interesse muito sério em se explorar mais o potencial das relações.

O diplomata, que até ao princípio de 2011 era o embaixador da Austrália no Brasil, referiu que houve nos últimos anos um crescimento muito importante nas relações bilaterais entre estes dois estados.

Deu a conhecer que existem actualmente cerca de 20 mil brasileiros a estudar na Austrália e um nível de intercâmbio económico importante sendo os dois membros do G 20, dai estarem também a trabalhar no plano global.

Explicou que nesta cooperação com os estados membros da CPLP os países africanos falantes do português eram até agora aqueles com os quais a Austrália menos cooperava.

Por isso, desenvolve um programa de visita a todos os países desta organização em África, tendo já passado por Cabo Verde, Moçambique e Angola, a que se seguirá São Tomé e Príncipe e Guiné Bissau.

 

FONTE: Angop

close
Subscreva as nossas informações
Partilhar