2 March 2021
Jaime Xavier, administrador da Central, empresa proprietária do supermercado Páteo em Timor-Leste. A Central é uma empresa portuguesa especializada na importação/exportação no negócio da indústria alimentar e não alimentar para o lar. Em Timor-Leste, atua nos canais grossista, retalhista e na representação e agenciamento de marcas. Díli 29 de junho de 2013. ANTÓNIO AMARAL / LUSA

Empresários lusófonos assinam protocolo para a criação de plataforma de oportunidades para a CPLP.

Maputo, 03 set (Lusa) – Associações de jovens empresários lusófonos assinam sexta-feira em Maputo um protocolo de intenções para a fundação de uma confederação, uma aliança para a criação de uma plataforma de oportunidades de pequenos negócios entre os membros da CPLP.

“O nosso principal objetivo é criar uma rede para promover oportunidades entre a CPLP [Comunidade de Países de Língua Portuguesa], levando para todos os países membros os nossos contactos”, disse à Lusa Júlio Vasconcelos, vice-presidente da Confederação Nacional de Jovens Empresários do Brasil, à margem do IV Congresso Lusófono de Empreendedores, que decorre desde quarta-feira em Maputo.

Designada Confederação de Jovens Empresários de Língua Portuguesa, a aliança pretende contribuir para que se ultrapassem os principais obstáculos no mercado lusófono, com destaque para as barreiras aduaneiras entre os membros da comunidade e a necessidade de criação de leis que favoreçam os jovens empreendedores.

“A nossa ideia é fomentar o mercado lusófono e trazer essa base para os jovens que acham que há oportunidades de negócios além das fronteiras”, declarou Júlio Vasconcelos, acrescentando que, informalmente, a rede já funciona e tem trazido “ganhos incalculáveis” para os jovens empresários da CPLP.

FOTO LUSA: – Cidade da Praia. 04 de Marco de 2007. OMAR CAMILO/LUSA

FOTO LUSA: – Cidade da Praia. 04 de Marco de 2007. OMAR CAMILO/LUSA

Destacando a diversidade dos membros da CPLP a nível económico e também de experiências, em alusão aos contextos e localizações geográficas diferentes, o jovem empresário sublinhou que o mercado lusófono é rentável e é preciso que a juventude dos países integrantes saiba aproveitar as oportunidades que existem.

“Há sim muito espaço de troca e é possível que nos próximos anos o mercado sofra, pela positiva, uma revolução muito grande”, acrescentou Júlio Vasconcelos.

Por seu turno, Flávio Quembo, presidente do Associação Nacional de Jovens Empreendedores de Moçambique, disse à Lusa que o principal obstáculo dos jovens empresários no mercado lusófono está ligado à falta de contatos entre as diferentes realidades, defendendo que com a existência de uma aliança se pode minimizar o impacto deste problema.

“Esta confederação vai criar as bases operacionais necessárias ao nível da lusofonia, materializando o nosso principal objetivo, comunicar”, salientou Flávio Quembo, acrescentando que o papel dos governos deve ser apoiar, regular e investir nos jovens.

Flávio Quembo considera ainda que a ambição é instituir bases de apoio fixas, como forma de incentivar também investimento de outros países, além dos da lusofonia.

“Nós recebemos várias propostas de países estrangeiros que querem investir no espaço lusófono, mas sem uma aliança que facilite este processo é impossível”, lamentou Flávio Quembo, acrescentando que este é o momento ideal para estimular o espírito empreendedor na juventude lusófona.

Subordinado ao lema “Uma Língua, Vários Negócios”, o IV Congresso Lusófono de Empreendedores junta, durante três dias, jovem empresários de países lusófonos na capital moçambicana para debater as oportunidades de negócios entre os membros da CPLP.

A cerimónia de abertura contou com a presença do ministro moçambicano da Juventude e Desporto, Alberto Nkutumula, além de vários representantes de pequenas e médias empresas do país.

EYAC // EL – Lusa/Fim

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