As pessoas têm o hábito de encarar a língua como um produto da natureza. No entanto, é preciso entender que há grupos que a formam e a conformam, e como tal precisa de políticas sérias e inteligentes.

E como não há vácuos de poder no mundo, a língua é de quem se apropria dela e gere”.

 

O Instituto Internacional de Língua Portuguesa (IILP), sediado na Cidade da Praia, Cabo Verde, é um modelo supranacional de gestão do português porque representa de forma paritária e comunitária os oito países que o têm como língua oficial – CPLP. Todos financiam, participam e têm direito aos benefícios da promoção e da difusão da língua portuguesa.

No entanto, o IILP é um aparelho muito novo, não como Instituição, mas sim enquanto ideia de gestão de língua.

Através do Instituto, a língua portuguesa deixa de ser gerida só na sua base tradicional – Brasil e Portugal – e passa a promover um contacto mais estreito entre os países lusófonos,  cada um gerindo sua pluralidade interna, mas podendo dialogar num quadro mais amplo.

É assim que vamos promover o Colóquio de Maputo, em setembro, quando discutiremos a diversidade linguística na CPLP.

Também vamos levar as experiências, do Instituto de Linguística do Timor-Leste, que é responsável pela Norma do Té-tum, do Instituto Angolano de Línguas Nacionais – que começa a fazer o trabalho de mapeamento das línguas nacionais (kikongo, kimbundo).

O caso da Licenciatura Intercultural Bilingue da Universidade Federal do Amazonas, no Alto Rio Negro.

(…)

– E como será esse novo modelo que quer reorganizar a lusofonia no mundo?

– Gerar e provocar novos contactos. Colocar em contacto instâncias de produção de saberes linguísticos que nunca antes tinham entrado em contacto e que veiculam a língua e cultura dos países da CPLP.

 

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