3 March 2021
Crianças esperam junto à entrada de um dos centros da Associação Pilorinhu, Cidade da Praia, ilha de Santiago, Cabo Verde, 14 de março de 2016. A associação presta apoio comunitário com especial foco nas crianças através de acompanhamento escolar e atividades extra-curriculares. MÁRIO CRUZ/LUSA

Artistas internacionais pela primeira vez em festival na ilha cabo-verdiana de São Vicente

Mindelo, Cabo Verde, 05 abr (Lusa) – Paulo Flores, Sara Tavares e Justino Delgado são os primeiros artistas internacionais que vão atuar no festival da Laginha, cuja terceira edição acontece nos próximos dias 16 e 17 na praia da ilha cabo-verdiana de São Vicente.

Enquanto Paulo Flores chega de Angola, Justino Delgado representará a Guiné-Bissau e Sara Tavares, de ascendência cabo-verdiana, viaja de Portugal, concretizando assim um desejo dos organizadores de ter artistas internacionais no festival, produzido pela empresa Multieventos.

“A ideia é transformar o festival da Laginha num grande festival para homenagear a cidade do Mindelo, daí a presença, este ano, de artistas de renome internacional”, disse à agência Lusa Eurico Évora, da produtora Multieventos.

O Festival de Música da Laginha foi criado pelo músico cabo-verdiano Tito Paris, proprietário do restaurante Casa da Morna, para homenagear a cidade do Mindelo, que celebra mais um aniversário, o 137.º, no dia 14 de abril.

O evento vai contar ainda com muitos músicos cabo-verdianos, como Tito Paris e Mirri Lobo, os únicos que estiveram no ano passado, Nancy Vieira, Diva Barros, Djim Djob, Djo, do grupo África Star, Djarilene Paris, Ivanilda Delgado, Débora Paris, Djuna e Rui.

Eurico Évora destacou à Lusa ainda a atuação de ‘disc jockey’ e de grupos locais, sobretudo de ‘hip-hop’, género musical que ganhou espaço sobretudo entre a camada mais jovem do arquipélago.

“O cartaz fala por si. São Vicente merece”, salientou o responsável, esperando, por isso, a presença de milhares de pessoas nas duas noites do festival para apreciar a música lusófona.

Sem precisar, por agora, os custos do festival, o produtor lamentou os “poucos recursos financeiros”, mas disse que querem “ir lentamente” e “criar as condições” para que o festival da Laginha tenha a dimensão do da Baía das Gatas, realizado há mais de 30 anos em agosto.

Eurico Monteiro reconheceu as “dificuldades” por que passam as empresas cabo-verdianas, mas disse estar “super contente” com as que aderiram ao projeto e acredita que, no futuro, mais empresas vão passar a apoiar o festival que, garantiu, “é para continuar”.

RYPE // EL – Lusa/Fim

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