Sinopse

Quando referimos o património cultural, há a tentação de pensar que falamos de antigualhas, de coisas do passado, irremediavelmente perdidas. Puro engano! Referimo-nos à memória viva, seja referida a monumentos, sítios, tradições, seja constituída por acervos de museus, bibliotecas e arquivos. Tratamos de conhecimentos ou de expressões da criatividade humana… Ter memória é, assim, respeitarmo-nos. Cuidar do que recebemos é dar atenção, é não deixar ao abandono. Daí que a presente obra procure aliar a ideia de peregrinação, no sentido da demanda de outros lugares e de outras gen­tes, através da sua história, como já se fizera em Na Senda de Fernão Mendes, à memória da cultura e da língua portuguesa, como língua de várias culturas e cultura de várias línguas. Neste Ano Europeu do Património Cultural trata-se de um apelo a que a cultura seja compromisso, cuidado, atenção e conhecimento.

Guilherme d’Oliveira Martins (n. 1952) é ensaísta, pro­fessor universitário e administrador executivo da Fundação Calouste Gulbenkian. Coordena em Portugal o Ano Euro­peu do Património Cultural (2018).

Encomendas: ttamen@cnc.pt

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