4 March 2021
Aos 17 anos, Natália foi eleita por voto secreto chefe de turma na Escola Comercial de Maputo, na capital de Moçambique, numa iniciativa para inculcar nos alunos a importância de participarem ativamente na vida sociopolítica do país, 25 fevereiro 2012, Moçambique. ANTONIO SILVA/LUSA

Ano letivo arranca hoje em Moçambique com expetativa de 1,5 milhões de alunos

Maputo, 01 fev (Lusa) – O Governo de Moçambique assinala hoje o arranque do ano letivo 2019, cuja cerimónia central decorre na Escola Magoanene B, na capital moçambicana, no sul do país.

O plano do Governo moçambicano no ano letivo 2019 é matricular cerca de 1,5 milhões de alunos, mas a meta está ainda em 97%, segundo dados do Ministério da Educação e Desenvolvimento Humano.

Para este novo ano letivo, o Governo contratou 6.213 professores, maioritariamente destinados ao ensino primário, com 6.060 professores.

Para 2019, o ensino geral moçambicano terá modificações, à luz de uma nova Lei de Revisão do Sistema Nacional de Ensino (SNE), que prevê que a partir deste ano a escolaridade básica obrigatória em Moçambique passe do 7.º ano para o 9.º ano.

Com a nova lei, o ensino primário abrange do 1.º ao 6.º ano, retirando o 7.º ano deste nível de ensino, que passa para o secundário.

As turmas do 6.º ano deixam de ter um professor por cada disciplina e serão lecionadas por apenas um professor, tal como as restantes de todo o ensino primário.

Além disso, no novo sistema são eliminadas as dispensas no ensino geral, passando a ser obrigatória a realização de exames.

Uma das principais preocupações do Ministério da Educação em Moçambique são as desistências devido a casamentos prematuros e gravidezes precoces.

De acordo com dados oficiais, nos últimos cinco anos, cerca de 14 mil alunas abandonaram as aulas em Moçambique devido a gravidezes precoces e, deste total, 1.081 contraíram casamentos prematuros.

EYAC // PVJ – Lusa/Fim

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