28 February 2021
A iniciativa do Governo "Ano da Arquitetura Portuguesa” 2013, hoje apresentada, em Lisboa, vai levar uma programação a 10 países e envolver ações na rede de embaixadas portuguesas e dos organismos ligados à língua, turismo e economia.

“Ano da Arquitetura Portuguesa” vai levar iniciativas a 10 países durante 2013

A iniciativa foi apresentada no Palácio da Ajuda, pelo secretário de Estado da Cultura, Jorge Barreto Xavier, e pelos responsáveis da AICEP – Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal, Pedro Reis, do Turismo de Portugal, Frederico Costa, e do Camões – Instituto da Cooperação e da Língua, Ana Paula Laborinho.

Também esteve na mesa de intervenientes, para explicar o projeto, João Belo Rodeia, presidente da Ordem dos Arquitetos, além de cerca de uma dezena de arquitetos e de outros responsáveis das direções-gerais da Secretaria de Estado da Cultura (SEC).

O secretário de Estado sublinhou que o objetivo é, em 2013, “destacar a área da arquitetura, concentrando esforços de várias entidades públicas e da sociedade civil”, num trabalho que pretende “ser útil ao país”.

Esta ação, indicou, vai envolver ainda a Trienal de Arquitetura de Lisboa, a Associação Estratégia Urbana e a Casa da Arquitetura de Matosinhos, e arquitetos como Alcino Soutinho, João Mendes Ribeiro e José Mateus.

Os parceiros envolvidos tiveram, hoje de manhã, uma reunião de trabalho para concertar uma ação conjunta em três vetores: aprofundar e divulgar a marca da arquitetura portuguesa, comunicando-a melhor, promover os serviços de arquitetura, facilitando a circulação e contratação de profissionais, e estimular a empregabilidade.

“A arquitetura portuguesa é, sem dúvida, um dos grandes ativos contemporâneos portugueses, na qual Portugal se tem destacado internacionalmente nos últimos anos”, sublinhou Barreto Xavier.

O governante revelou ainda que, no âmbito do projeto do Governo de destacar anualmente uma área, em 2014 será a vez do Design e, em 2015, do Cinema.

Exposições, instalações, conferências e projetos de conservação de património fazem parte de um programa que irá ser apresentado em 10 países: Alemanha, Espanha, Reino Unido, Sérvia, Irlanda, Guiné-Bissau, Brasil, Moçambique, Argentina e Marrocos.

Na sequência de perguntas dos jornalistas, o secretário de Estado esclareceu que o programa já estava praticamente delineado por várias entidades, mas que agora será colocado no quadro da iniciativa do Governo.

Segundo o SEC, no quadro desta parceria, serão realizadas ações de promoção através das redes do Instituto Camões, da AICEP e do Turismo de Portugal no estrangeiro, para promover a arquitetura.

Sobre o orçamento para o “Ano da Arquitetura Portuguesa”, Barreto Xavier indicou não ser possível avançar um valor concreto, mas frisou que “não significa um acréscimo de despesa”.

Por seu turno, o presidente da AICEP, Pedro Reis, indicou que a entidade usará a sua rede externa em 43 países, “para que a arquitetura portuguesa ganhe visibilidade em mercados estratégicos.

Também Ana Paula Laborinho, do Instituto Camões, falou na disponibilidade da entidade “levar as marcas da arquitetura portuguesa aos espaços tutelados, como centros culturais e de língua portuguesa”, espalhados pelo mundo.

João Belo Rodeia, presidente da OA, destacou que esta iniciativa conjunta, entre parceiros do Governo e da classe profissional, “é o princípio de um caminho que deverá continuar”.

“Quando tantos arquitetos e a arquitetura passam por um momento difícil, é com este tipo de iniciativas que se promove a arquitetura em Portugal e no estrangeiro”, salientou.

AG. // MAG.

Lusa/Fim.

Foto: Projecto da Sociedade Frente Tejo para o Terreiro do Paço, em Lisboa, 25 de junho de 2009. LUSA

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