4 March 2021

Angola e Moçambique são bons países para investir a médio e longo prazo – Afreximbank

Abuja, 15 jul (Lusa) – O vice-presidente do Banco Africano de Exportações e Importações (Afreximbank) disse hoje que Angola e Moçambique são bons países para investir a longo prazo, mas alertou que quem procura lucro fácil vai ter problemas.

“A médio e longo prazo Angola e Moçambique são bons países para investir”, disse à Lusa o vice-presidente do Afreximbank, Amr Kamel, que tem o pelouro do Desenvolvimento do Negócio e Banca Corporativa.

Em declarações à Lusa no final dos Encontros Anuais do Afreximbank, que terminaram no sábado, em Abuja, Amr Kamel especificou que “Angola ainda está numa situação difícil, mas está no caminho certo e a tomar as medidas certas, e quem olhar a longo prazo para o país não vai ter problemas em investir, mas quem quer ganhos de curto prazo pode ter problemas”.

O Afreximbank, disse, está “a trabalhar com o Banco Nacional de Angola e a dar um apoio considerável”, vincando que “as dificuldades estão lá, mas estão a ultrapassá-las”.

Sobre Moçambique, Amr Kamel considerou que o país está “numa situação um pouco mais difícil por causa do problema de reputação que tiveram com a questão da dívida oculta”.

O futuro “depende de como resolverem a questão com o Fundo Monetário Internacional (FMI) e outras instituições”, disse o banqueiro, acrescentando que “o país está a recuperar a credibilidade”.

Ambos os países, concluiu, “têm enormes recursos naturais com excelente potencial, mas a maneira como a economia foi gerida teve um grande impacto”.

O Afreximbank, cujos Encontros Anuais decorreram até sábado em Abuja, a capital da Nigéria, é um banco de apoio ao comércio, exportações e importações em África e foi criado em Abuja, em 1993. Tem um capital de 11,9 mil milhões de dólares e está sedeado no Cairo.

Os acionistas são entidades públicas e privadas divididas em quatro classes e dele fazem parte governos africanos, bancos centrais, instituições regionais e subregionais, investidores privados, instituições financeiras, agências de crédito às exportações e investidores privados, para além de instituições financeiras não africanas e de investidores em nome individual.

MBA // MAG

Lusa/Fim

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