5 March 2021
Organização Europeia para a Pesquisa Nuclear

Alunos de escola portuguesa de Díli recolhem fundos para visitar CERN após prémio

Díli, 12 jul (Lusa) – A Escola Portuguesa Ruy Cinatti, em Díli, iniciou um projeto de angariação de fundos para permitir que um grupo de alunos timorenses e portugueses, premiado numa competição do CERN, possa visitar no próximo ano este centro de investigação europeu.

A Team Lorosae, formada por seis alunos, foi uma das 29 equipas de entre 151 escolas de 37 países a receber um “alto louvor” na edição deste ano do concurso científico Beamline, promovido pelo Centro Europeu de Física de Partículas (CERN).

A equipa, formada pelos portugueses Carolina Viegas e Tomás Inácio e pelos timorenses Amélia Luís, Elizabeth Cruz, Maria Cláudia Rodrigues e Maria José Sarmento, apresentou ao concurso do CERN uma proposta para o uso de um feixe para fins terapêuticos.

O apelo, lançado esta semana, pretende reunir cerca de 13.200 dólares (11.900 euros) para que o grupo de alunos possa viajar até à Suíça em abril, para conhecer o que é um dos maiores projetos de investigação na Europa.

“Os alunos da Team Lorosae manifestaram, legitimamente, enorme interesse em visitar o maior laboratório de Física do mundo e ter oportunidade de esclarecer vários aspetos da sua proposta”, explica uma carta de apelo remetida à agência Lusa.

“Serão provavelmente os primeiros alunos timorenses a ver reconhecido internacionalmente o mérito científico do seu trabalho escolar por uma instituição de referência mundial na área da Física como o CERN”, escrevem a professora Ana Paula Silveiro, que coordenou o projeto dos estudantes, e Acácio de Brito, diretor da escola.

Por isso, “seria de grande justiça proporcionar a estes alunos a continuidade ao trabalho iniciado, permitindo-lhes a concretização do seu desejo de visitar a área experimental T9 bem como conhecer melhor o trabalho que é desenvolvido no CERN”, prossegue o texto.

“Este reconhecimento é, sem qualquer dúvida, um investimento no futuro pessoal e profissional destes jovens e no futuro de Timor-Leste, que precisa de estímulos na área científica para as gerações mais novas. Além disso, estes alunos constituem exemplos para os seus colegas de qualquer escola em Timor-Leste”, dizem ainda na carta.

O apelo é para apoio quer financeiro quer em ‘géneros’, como bilhetes de avião e/ou alojamento para a viagem, prevista para abril de 2017.

ASP // MP – Lusa/Fim

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