“Eles disseram ao miúdo para queimar a folha, só que a mãe guardou-a e, aparentemente, tem a folha onde está escrito 200 vezes ‘eu não falo mais português’. Isto é muito complicado”, disse à Renascença José Coimbra de Matos.

Haverá outros casos que são “muito mais graves”, sublinha, e a confederação está a “tentar dar apoio aos pais para terem a coragem de denunciar isso”.

Em declarações à Renascença, José Coimbra de Matos diz esta situação está a contribuir para a discriminação da comunidade portuguesa.

“Há uma castração completa em relação à língua materna. Os pais são desinformados. Nos fóruns sociais já há pais a dizer que os professores lhes dizem e sempre motivaram que a língua materna era um factor de dificuldade para a aprendizagem das línguas e nós sabemos que isso não é verdade”, frisa.

Para o presidente da Confederação da Comunidade Portuguesa no Luxemburgo, “o mal-estar social que existe é ao nível do lobby dos professores luxemburgueses que, a toda a força, querem que os meninos  não falem outra língua que não o luxemburguês”.

A situação denunciada pela Confederação da Comunidade Portuguesa no Luxemburgo está já a ser acompanhada pelo Governo.

Contactado pela Renascença, o secretário de Estado das Comunidades, José Cesário, diz que já teve conhecimento do assunto e que pediu mais informações. Por isso, não quer para já fazer qualquer comentário, já que considera que esta é uma matéria extremamente delicada.

Fonte: RR (http://rr.sapo.pt/informacao_detalhe.aspx?fid=25&did=167344)

Foto: Bandeiras de Portugal nas janelas. Luxemburgo. 24 de Junho de 2006. LUSA

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