26 February 2021
"Ora, o desafio que se coloca às agências noticiosas de língua portuguesa -- e a Lusa tem aqui especiais responsabilidades -- é converter este potencial em negócio", disse Afonso Camões.

Aliança das Agências de Informação de Língua Portuguesa (ALP)

A Lusa é a anfitriã, na quinta e sexta-feira, de duas conferências internacionais de agências de notícias, recebendo Lisboa nesses dias um total de 70 delegados das empresas, entre presidentes, administradores e diretores de informação.

O modelo de negócio fundador de boa parte das agências noticiosas europeias, assente na produção de serviços tradicionais (fotografia e o texto) destinados a mercados retalhistas dos media “tem vindo a definhar e tende para o esgotamento”, também por via da “concorrência desleal dos motores de busca e pela progressiva penetração de conteúdos noticiosos gratuitos na Internet”, disse à Lusa o presidente do conselho de administração da agência, Afonso Camões.

 

A decorrer em paralelo, embora em locais diferentes, a Lusa organiza a conferência e assembleia geral da EANA (Aliança das Agências de Notícias Europeias) e uma conferência da Aliança das Agências de Informação de Língua Portuguesa (ALP), num ano em que a agência noticiosa portuguesa assinala o 25.º aniversário.

Para Afonso Camões, a Lusa, uma “agência com mundo” com antenas noticiosas em 25 países de todos os continentes, tem um “enorme potencial de crescimento” assente na “riqueza gigantesca” que é a língua portuguesa, a quinta mais falada em todo o mundo, terceira em dispersão geográfica e primeira no hemisfério sul, nomeadamente à custa dos novos países emergentes, com o Brasil à cabeça.

No entanto, adverte o presidente do conselho de administração da agência portuguesa, a presença de conteúdos em português na Internet – “nas redes sociais, na distribuição de notícias, na digitalização de espólios ou na produção científica” – é ainda “muito inferior” a 10 por cento, pelo que há que potenciar o crescimento de informação na rede.

 

O presidente da Lusa quer também nos encontros de Lisboa dar novos passos na proposta da criação de uma plataforma conjunta “de conteúdos noticiosos com origem em toda a geografia da língua portuguesa”, numa partilha de produção de empresas com vista à potenciação do valor de cada uma. Ler o artigo completo.

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