Mário Lúcio Sousa, citado hoje na edição “online” do jornal cabo-verdiano A Semana, deu como exemplo os casos de Macau, Curaçau e Galiza que, entre outros, deveriam entrar na Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP).

O ministro cabo-verdiano, que esteve em Nova Iorque a participar no Encontro de Alto Nível sobre Cultura e Desenvolvimento, sustentou que o início dessas reflexões irá ocorrer “mais cedo ou mais tarde” com a chegada da economia criativa no mundo.

“Todos os países que têm o crioulo de base lexical portuguesa devem fazer parte da comunidade dos povos de língua portuguesa, porque têm a língua, que é nossa, e têm outra língua, que vem do encontro da língua portuguesa com outras línguas. Isso aumenta a comunidade”, defendeu Mário Lúcio.

“Há Macau e também Curaçau, que fala o mesmo crioulo que nós, cabo-verdianos. Então o Coraçau não faz parte da CPLP? Deveria, assim como a Galiza. São reflexões a que a economia criativa vai obrigar porque, com o desaparecimento dos territórios para espaços virtuais, vão surgir novos espaços intangíveis”, acrescentou.

Para Mário Lúcio, a língua portuguesa representa um “grande ativo de economias” baseadas na cultura e na nova era da tecnologia e da informação.

A CPLP, criada em 1996, congrega atualmente oito países – Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste.

JSD // PJA – Lusa/Fim

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