Atualmente, a produção da ANG é “irregular” e distribuída gratuitamente através de um blogue (angnoticias.blogspot.com) na Internet.

Para além de um reforço de financiamento estatal, é necessária “formação em Português, porque é a principal ferramenta do jornalismo”, destacou Salvador Gomes.

Segundo referiu, a carência já foi comunicada ao ministro da Comunicação Social, Agnelo Regalla, a par de outros problemas como a falta de viaturas, escassez de computadores e gravadores para reportagem, entre outros recursos para os 13 jornalistas que ali trabalham, aguardando-se respostas da tutela.

O diretor-geral da agência estatal estima que sejam necessários 96 mil euros para relançar a ANG, de acordo com a visão estratégica que apresentou ao primeiro-ministro, Domingos Simões Pereira, numa recente visita do líder do governo à sede da agência.

O plano prevê a criação de dois turnos diários de quatro jornalistas cada, correspondentes nas principais cidades do país e capacidade para distribuir, no mínimo, um total 24 histórias por dia através de um serviço pago após um primeiro ano de distribuição gratuita que serviria “para ganhar credibilidade”.

A história da ANG é feita de “muitas paragens e sobressaltos” com uma guerra civil (1998-99) pelo meio que destruiu todo o arquivo histórico.

Trata-se de uma instituição que precisa de ganhar notoriedade, refere Agnella Sá, estagiária na redação da ANG.

“Muitas pessoas desconhecem o papel fundamental da agência”, sublinhou.

Mikail Cabral, jornalista, tem esperança em que o novo governo, empossado no início de julho, consiga “mudar alguma coisa” na agência, onde “há recursos humanos”, mas a falta de materiais de trabalho “complica tudo”.

Para Queba Coma, outro jornalista, a melhor prenda que a ANG podia receber neste dia era “o governo garantir um fundo para o funcionamento da agência, que não tem um tostão” e onde os trabalhadores recebem salários “que não são compatíveis com o custo de vida”.

LFO // EL – Lusa/fim

Foto. O radio a pilhas é um instrumento de democratização num país como a Guine-Bissau.  RICARDO BORDALO/LUSA

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