Oldemiro Balói, que falava aos jornalistas no final de um encontro de trabalho com o seu homólogo cabo-verdiano, Jorge Borges, considerou que a Guiné Equatorial tem feito “um esforço notável” e “suficientemente significativo” para cumprir os valores e objetivos da CPLP.

“É um passo que há-de engrandecer a CPLP e, se aliarmos a isso o facto de já haver alguns países que pretendem ter o estatuto de observador, mostra que a nossa organização é melhor que do que nós próprios pensamos”, sublinhou o também presidente do Conselho de Ministros dos “oito” estados membros da organização.

Segundo Oldemiro Balói, que iniciou hoje uma visita oficial de três dias a Cabo Verde, as adesões “têm sempre regras”.

“Por isso é que a Guiné Equatorial andou aí alguns anos a realizar ações, a abrir-se mais em termos democráticos, a atender a questões de direitos humanos, como a recente moratória em relação à pena de morte, a criar instituições e a formar gente, sempre sob monitoria da CPLP”, assegurou.

“Considera-se que o esforço é suficientemente significativo para que a Guiné Equatorial possa aderir, pois fez um esforço notável. A adesão não é um fim em si, é fazer parte de um grupo relevante, como a CPLP, e dentro desse grupo, procurar superar-se, que é o que todos nós temos tentado fazer. Nenhum país da CPLP pode reclamar um estatuto de perfeição ou de quase perfeição”, sustentou.

Oldemiro Balói lembrou que nenhum dos “oito” tem agora uma posição individual, uma vez que o próprio Conselho de Ministros da organização, na reunião de fevereiro em Maputo, aprovou uma recomendação para a adesão da Guiné Equatorial, que será analisada na Cimeira de Chefes de Estado e de Governo a realizar em julho próximo na capital timorense.

Jorge Borges, por seu lado, não prestou declarações aos jornalistas.

JSD // EL – Lusa/Fim


O ministro dos Negócios Estrangeiros e Cooperação de Moçambique, Oldemiro Balói. Sede da CPLP, Lisboa, 23 de maio de 2014. MIGUEL A. LOPES/LUSA

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