“O acordo tem um tempo para a sua implementação. A posição cabo-verdiana é clara e nós temos agora também que criar marcos muito evidentes e claros para a sua adoção”, apontou António Correia e Silva, que falava aos jornalistas durante uma conferência para assinalar o Dia da Língua Portuguesa e da Cultura na Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP).

“O acordo ortográfico em Cabo Verde não está em causa. Temos é que criar marcos, como Portugal fez agora, para, depois de um tempo de transição, para a sua adoção de forma incontroversa”, defendeu o governante.

O AO foi aprovado em Conselho de Ministros em 2009 e chegou mesmo a ser publicado em Boletim Oficial, mas a presidente da Comissão Nacional das Línguas cabo-verdiana, Cláudia Silva, recordou à Lusa que o executivo aprovou uma moratória, que termina em outubro.

A responsável salientou que “só nessa altura é que se saberá o que irá acontecer”.

O acordo já é, entretanto, utilizado dispersamente e através de corretores, em alguns departamentos da administração pública e nalguns jornais ‘online’.

Enquanto em Angola ainda não foi aprovado pelo Governo e em Moçambique aguarda ratificação pelo parlamento, o acordo já foi ratificado pela maioria dos países lusófonos.

Portugal e Brasil estabeleceram moratórias para a sua aplicação, sendo que em Portugal entrou em vigor hoje e no Brasil está previsto para 01 de janeiro próximo.

RYPE (JSD) // EL – Lusa/Fim

Foto: António Correia e Silva,  Ministro do Ensino Superior, Ciência e Inovação cabo-verdiano.


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