Luanda, 08 set 2022 (Lusa) – O acordo de mobilidade entre os países lusófonos “é uma das grandes conquistas recentes” da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), disse o embaixador do Brasil em Luanda, destacando os avanços desta organização nos últimos anos.

Rafael Vidal, que falava em Luanda nas comemorações do bicentenário da independência do Brasil, abordou a parceria estratégica entre o Brasil e Angola e enalteceu a atual presidência angolana da CPLP, que considerou “exemplar”.

“O lema da presidência angolana, cooperação económica, não podia ser mais oportuno”, disse o embaixador, apontando a CPLP como “uma das iniciativas mais importantes de integração cultural e política existentes, obra das diplomacias brasileira e portuguesa”.

Entre as conquistas recentes apontou o Acordo de Mobilidade que foi aprovado na XXVI Reunião do Conselho de Ministros, realizada no dia 16 de julho de 2021, em Luanda.

“Aqueles que não conhecem são céticos. Mas, por exemplo, Portugal acabou de anunciar na semana passada que deverá dar concessão imediata de vistos aos povos da CPLP após exigências anteriores serem dispensadas, de forma diferenciada ao que faz, por exemplo, com países fora da UE e da CPLP”, referiu o diplomata.

No entanto, notou, “é preciso ter calma”, já que os acordos “precisam de ser regulamentados, e isso não se faz da noite para o dia”.

“Mas eles são o mandato para que as facilidades e preferências entrem em vigor”, complementou.

O diplomata salientou ainda os avanços da CPLP nos últimos anos, em que “a cooperação passou inclusive a ser um dos carros fortes da integração”.

“Hoje existem inúmeros projetos em execução, que vão desde a boa governança até à cooperação técnica”, notou.

 Enfatizou, por outro lado, que “a política externa do Brasil com África é uma política de Estado”, sublinhando que o desejo de Brasília é “ser um parceiro seguro e leal de Angola nos esforços conjuntos de superação dos desafios ao crescimento e desenvolvimento económico, político e social”.

“Nessa missão, o Brasil é consciente da sua responsabilidade internacional, pois nenhuma nação pode prosperar sem que todas a acompanhem”, assinalou o embaixador brasileiro.

RCR // JH – Lusa/fim

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