A responsável indicou que o prémio, no valor de 500 mil escudos (4.534 euros), destina-se a laurear uma personalidade cabo-verdiana que tenha produzido obra e um percurso de vida, sobretudo no âmbito literário, com mérito, e que contribuiu para o engrandecimento e notoriedade de Cabo Verde e para a ampliação das dez ilhas.

“Graças a Deus temos muito por onde escolher. Já fizemos um regulamento para a atribuição do prémio, porque a personalidade vai ser escolhida pela ACL, tendo em conta critérios orientadores”, salientou Vera Duarte, uma das 40 figuras reconhecidas pela Academia Cabo-Verdiana de Letras.

O prémio distinguirá uma personalidade que “tenha obra considerada de mérito no país e no exterior, uma ampla fortuna crítica no país e no exterior, uma obra estudada nas universidades no país e no exterior e que seja portadora de valores universais e que contribua para o melhoramento da sociedade”, explicitou.

Segundo Vera Duarte, o distinguido terá de ser uma personalidade contemporânea, “ainda viva”, que tenha deixado “uma marca profunda na sociedade cabo-verdiana” no domínio cultural, sobretudo no campo literário.

O prémio vai ser entregue a 05 de julho, dia em que se celebram 40 anos da independência nacional e deverá ser anunciado entre maio e junho.

“Vai haver um diploma, que trará a menção da ACL e do Banco Comercial do Atlântico (BCA), que é o mecenas do prémio”, acrescentou, salientando que, no dia do anúncio da atribuição do prémio, o banco cabo-verdiano, detido maioritariamente pelo Grupo Caixa (Portugal), assinará novo protocolo de financiamento com a academia.

“No dia em que atribuirmos o prémio, vamos assinar um novo protocolo com o BCA, em que o banco vai financiar também o Prémio Literário BCA, de dois em dois anos, e, no intervalo, financiará a reedição de obras de autores cabo-verdianos” cujas edições estão esgotadas há vários anos”, acrescentou

Segundo Vera Duarte, o Grande Prémio Literário “extingue-se” com o 40.º aniversário da independência, havendo a possibilidade de ocorrer idêntica iniciativa sempre que Cabo Verde comemorar “números redondos” da efeméride – 45.º ou 50.º.

Também em declarações à Lusa, o presidente do Conselho de Administração do BCA, António Castro Guedes, salientou que, com a iniciativa, o banco dá mais um importante passo na consolidação do seu posicionamento enquanto um parceiro no desenvolvimento cultural de Cabo Verde.

Castro Guedes lembrou que, mais recentemente, o BCA patrocinou a criação do Grande Prémio de Fotografia e é um dos principais financiadores do Atlantic Music Expo (AME), que junta em Cabo Verde o mundo da World Music e que, este mês, celebrou a terceira edição.

JSD // PJA – Lusa/Fim

Igreja Nossa Senhora do Rosário, a mais antiga igreja colonial do mundo, construída em 1495, Cidade Velha, Ilha de Santiago.

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