O Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa, da Academia Brasileira de Letras, que é a ortografia oficial do Brasil, não registra. A última edição é de 2009, já incorporando as alterações do acordo ortográfico de 1990, que está entrando em vigor. O Manual de Redação e Estilo de O Estado de S. Paulo, (última edição em 1997) que traz 7.000 palavras estrangeiras ou de grafia duvidosa, também nada diz. O Dicionário Aurélio igualmente ignora, pelo menos na edição que tenho, que é de 1999. (Já pedi a nova edição, está para chegar). Solenemente ignorado pela língua, o tsunami está aí, no dia-a-dia, belo e formoso. E em desacordo com a língua. Mandam as regras de acentuação gráfica da língua que se acentuem as paroxítonas terminadas em “i”. Como ao “a” que deve ser acentuado segue-se uma consoante nasal, a palavra ficaria “tsunâmi”. Aportuguesando, teríamos “tsuname” ou “tissuname”, já que a sequência “ts” também é algo estranha à língua. No meio dessa confusão, a única recomendação sensata é grafar tsunami em itálico, que é o recurso que se usa para indicar que é um estrangeirismo. Mas nem isso os jornais e emissoras de televisão estão fazendo.

 

FONTE: blogdalingua

 

A palavra tsunami está registada no Dicionário Priberam

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