A primeira longa-metragem timorense “A Guerra da Beatriz” é um projeto desenvolvido no país e falado em tétum com legendas em inglês.

O filme foi realizado pela timorense Bety Reis e pelo italiano Luigi Acquisto, um dos poucos estrangeiros a estrar envolvido no filme e que se deslocaram a Goa onde receberam sábado o Pavão de Ouro e mais um prémio monetário de cerca de 58 mil euros.

“A Guerra da Beatriz” começou a ser produzido há quatro anos pela Díli Film Works e pela Fair Trade Films Austrália e é um filme de timorenses sobre Timor-Leste.

Escrito por Irim Tolentino, que também representa o papel de Beatriz, o filme foi inspirado numa história de amor de um casal francês do século XVI e adaptado à realidade timorense.

O filme conta a história de Timor-Leste entre 1975 e 2002 através do amor de uma mulher pelo seu marido e foi filmado quase todo na aldeia de Kraras.

Foi na aldeia de Kraras, perto de Viqueque, onde a 17 de setembro de 1983, há 30 anos, ocorreu um massacre perpetrado por soldados indonésios.

O Festival Internacional de Cinema da Índia foi criado em 1952, mas só começou a ser realizado anualmente a partir de 1975.

MSE // PJA – Lusa/Fim

Foto: Os realizadores da primeira longa-metragem timorense, Bety Reis (D) e Luigi Acquisto (E), posam para a fotografia durante a estreia do filme “A Guerra de Beatriz”, Díli, Timor-Leste, 17 de setembro de 2013. ANTONIO AMARAL / LUSA

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