25 February 2021
O secretário de Estado da Industria português, João Vasconcelos (E) cumprimenta o primeiro-ministro de Timor-Leste, Rui Maria de Araújo, durante o encontro empresarial da lusofonia, Ásia e Pacífico, com centenas de empresários de mais de 25 países, realizado no Centro de Convenções de Díli, antigo mercado municipal, Dili, Timor-Leste, 25 de fevereiro 2016. BERNARDINO SOARES/LUSA

A CPLP deve consolidar-se como uma comunidade económica

Díli, 25 fev (Lusa) – A CPLP já atingiu a maturidade para dar um novo passo e consolidar-se como uma comunidade económica, avançando em matérias que ajudem todos os empresários lusófonos, defendeu hoje o secretário de Estado português da Indústria.

“Todos os países [da CPLP – Comunidade de Países de Língua Portuguesa] atribuem importância à consolidação de uma comunidade também económica, que não seja apenas baseada na língua e cultura comuns”, disse João Vasconcelos à Lusa, em Díli.

“Este ano são 20 anos que se comemoram da CPLP e já temos todos a maturidade para perceber que temos de dar o próximo passo, que é uma comunidade económica”, afirmou.

João Vasconcelos falava depois de participar em Díli na 2.ª reunião dos ministros do Comércio da CPLP e durante uma visita à zona de exposições do 1.º Fórum Económico Global lusófono, que abriu hoje.

O secretário de Estado disse que estes dois eventos são sinais dessa vontade comum de avançar para uma agenda económica na lusofonia e tentar resolver questões que “são muito importantes para qualquer empresário lusófono”.

João Vasconcelos recordou que os ministros analisaram em Díli aspetos como taxas aduaneiras, vistos para empresários, quadros superiores e estudantes e a criação de um centro de arbitragem para conflitos económicos e comerciais.

“Uma reunião muito produtiva e um passo que marcou o início da construção desta comunidade económica”, disse.

No que toca à questão do financiamento, um aspeto considerado premente pelo setor empresarial lusófono, João Vasconcelos disse que é importante “consolidar e harmonizar os critérios de crédito bancário, crédito às exportações e seguros”, entre outros. Mas também discutir “novas formas de financiamento das empresas” como as que estão a ser aplicadas em Portugal, como o capital de risco, para ver se podem ser expandidas a outros países da lusofonia.

“Mas essencialmente é ajudar com todos os instrumentos que permitam a cada país da lusofonia ter uma classe empresarial exportadora. Isso implica financiamento mas também formação, normas e critérios comuns a todos os países”, afirmou.

ASP // MP – Lusa/Fim
Um dos expositores no mercado municipal de Dili, agora Centro de Convenções de Díli onde decorre o encontro empresarial da lusofonia, Ásia e Pacífico, com centenas de empresários de mais de 25 países, Dili, Timor-Leste, 25 de fevereiro 2016. BERNARDINO SOARES/LUSA

Um dos expositores no mercado municipal de Dili, agora Centro de Convenções de Díli onde decorre o encontro empresarial da lusofonia, Ásia e Pacífico, com centenas de empresários de mais de 25 países, Dili, Timor-Leste, 25 de fevereiro 2016. BERNARDINO SOARES/LUSA

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