5 March 2021
Carlos Lopes. CARLA LIMA/LUSA

Guineense Carlos Lopes anuncia saída da Comissão Económica para África da ONU

Adis Abeba, 10 out (Lusa) – O guineense Carlos Lopes, secretário executivo da Comissão Económica das Nações Unidas para África das Nações Unidas, anunciou que vai abandonar o cargo que ocupou nos últimos quatro anos, uma decisão que terá efeito a 30 de outubro.

“A Comissão Económica das Nações Unidas para África (CEA) melhorou bastante em termos de imagem e de credibilidade e em termos de trabalho, e eu estou certo que as pessoas sentem isso nas suas interações diárias com os nossos interlocutores”, disse, no final de setembro, numa reunião de pessoal, de acordo com um comunicado divulgado na página de Internet da organização.

O oitavo secretário executivo da CEA iniciou funções em setembro de 2012. A entrada de Carlos Lopes na Comissão Económica para África inseriu-se numa rotação de alto nível na ONU, lançada pelo secretário-geral da organização, Ban Ki-moon.

Antes de assumir funções na CEA, Carlos Lopes foi diretor do Instituto da ONU para Treino e Pesquisa e diretor da universidade do pessoal da ONU e coordenador-residente do Programa da ONU para o Desenvolvimento (PNUD) no Brasil e no Zimbabué.

Na reunião de pessoal a 29 de setembro, Carlos Lopes referiu que a CEA vivia o lema “a África primeiro” em todos os seus trabalhos.

Acompanhado pelos seus dois adjuntos, Abdalla Hamdok e Giovanie Biha, Carlos Lopes disse não ter dúvidas de que a organização vai continuar a trabalhar em conjunto com os seus parceiros estratégicos como a União Africana e o Banco Africano de Desenvolvimento para promover o desenvolvimento da economia de África.

“Eu sou apenas um indivíduo. Comigo ou sem mim o trabalho tem de continuar. Certamente fui o vosso líder nos últimos quatro anos, mas tudo tem um fim”, disse.

“É importante percebermos que os líderes são sempre temporários se forem competentes. Para se ser um bom líder é preciso sermos capazes de deixar o cargo quando achamos que é o momento oportuno e não quando somos forçados a sair. Foi por isso que tomei esta decisão, de acordo com o meu ´timing’”, adiantou.

Várias pessoas na reunião elogiaram o papel de Carlos Lopes na reforma da CEA e na melhoria das relações entre a organização, os seus parceiros e os Estados-membros, levando a organização a acolher conferências com impacto no desenvolvimento do continente africano, a capacitar os funcionários e, sobretudo, a garantir a igualdade de género na organização.

FV (PDF) // VM – Lusa/Fimonu-bandeira

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