9 March 2021
Mais de 50 escritores reúnem-se a partir de hoje, quinta-feira, na Póvoa de Varzim, para falar de literatura na 14.ª edição das Correntes d'Escritas, o maior encontro de autores de expressão ibérica em Portugal.

14.º Correntes d’Escritas reúne mais de 50 escritores na Póvoa de Varzim

De entre os escritores convidados, os brasileiros Andréa del Fuego (distinguida com o Prémio Saramago 2011) e Rubens Figueiredo (vencedor do Prémio PT 2011) estarão pela primeira vez presentes no encontro, em que, ao longo de três dias, se debaterão temas como “Mentem-nos tanto os mitos”, “De que armas disporemos, se não destas que estão dentro do corpo”, “Só o que não se sabe é poesia” e “Desse país arranquei todos os cravos”, entre outros.

O escritor português Nuno Camarneiro, o mais recente vencedor do Prémio Leya, é outro dos estreantes nesta edição do encontro, a par do poeta Vasco Graça Moura, que celebrou, no ano passado, 50 anos de vida literária, do timorense Luís Cardoso, que vai lançar o romance “O Ano em que Pigafetta Completou a Circum-Navegação” (Sextante), e da atriz Carmen Dolores, que apresentará a sua autobiografia, intitulada “No Palco da Memória” (Sextante).

Na lista dos “repetentes”, encontram-se Valter Hugo Mãe, Afonso Cruz, Manuel Jorge Marmelo, João Tordo, Pedro Vieira, Maria do Rosário Pedreira, Hélia Correia, Almeida Faria, Helder Macedo, Maria Teresa Horta, Mário Zambujal e Rui Zink, entre outros, na representação nacional.

Ignacio Martínez de Pisón, Susana Fortes e Uberto Stabile (Espanha), Antonio Sarabia (México), Lauren Mendinueta (Colômbia), Carmo Neto (Angola) e Luís Carlos Patraquim (Moçambique) são alguns dos escritores estrangeiros que já participaram em edições anteriores, assim como como Manuel Rui (Angola), Carlos Quiroga (Espanha) e o português Onésimo Teotónio Almeida, que estão há mais tempo “acorrentados”, como costumam dizer.

Na sessão de abertura oficial do encontro, às 11:00, no Casino da Póvoa de Varzim, serão anunciados os vencedores do Prémio Literário Casino da Póvoa, no valor de 20 mil euros, e do Prémio Correntes d’Escritas/Papelaria Locus, atribuído a autores com idade entre 15 e 18 anos, que lhes serão entregues no sábado, na sessão de encerramento.

À tarde, no auditório municipal, o neurocirurgião João Lobo Antunes proferirá a conferência de abertura do encontro, subordinada ao tema “Não fazem mal as musas…”.

Além de habitualmente esgotar o auditório municipal de 310 lugares ao longo dos três dias em que decorre, o encontro, uma iniciativa da Câmara da Póvoa de Varzim lançada em 2000, costuma promover visitas dos escritores a escolas básicas e secundárias do concelho, iniciativa que se repetirá este ano, na quinta e na sexta-feira.

Haverá ainda, além do lançamento de 16 livros, a inauguração de duas exposições, sessões de poesia, a apresentação do número 12 da revista Correntes d’Escritas, dedicada a Urbano Tavares Rodrigues, e a habitual Feira do Livro, até sábado, ao lado do auditório, na Casa da Juventude, onde estarão à venda as obras dos autores presentes nesta 14.ª edição.

A encerrar o encontro, será prestada homenagem a dois poetas falecidos em 2012: o português Manuel António Pina e o brasileiro Lêdo Ivo.

 

ANC. // MAG.

Lusa/fim.

Foto: Hélia Correia, vencedora do Prémio Literário Correntes d’Escritas – Casino da Póvoa, durante a abertura da 14.ª Edição das Correntes d’Escritas, o maior encontro de autores de expressão ibérica que começa hoje na Póvoa de Varzim, 21 de fevereiro de 2013. ESTELA SILVA / LUSA

Hélia Correia vence Prémio Correntes d’Escritas

Escritora e Professora Helia Correia recebe um ramos de flores durante a inauguracao da Escola Basica Hélia Corria, Mafra, 03/01/2007. FOTO MANUEL DE ALMEIDA/lLUSA

 

O livro A Terceira Miséria (edição Relógio d’Água) valeu a Hélia Correia o Prémio Literário Correntes d’Escritas – Casino da Póvoa, anunciado na manhã desta quinta-feira, dia 21 de fevereiro de 2013, na Póvoa de Varzim, a abrir o programa oficial da 14ª edição deste festival literário.

O júri do prémio – constituído por Almeida Faria, Carlos Vaz Marques, Helena Vasconcelos, José Mário Silva e Patrícia Reis (que esteve ausente da reunião final do júri realizada na quarta-feira, mas enviou o seu voto) – considerou que o livro de Hélia Correia, “mais do que um conjunto de poemas, é um longo poema construído a partir da matriz clássica europeia para reflectir sobre questões fundamentais do Ocidente”.

O prémio, no valor de 20 mil euros, era este ano destinado à poesia, em alternância com a literatura.

Fonte: Público.

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