De entre os escritores convidados, os brasileiros Andréa del Fuego (distinguida com o Prémio Saramago 2011) e Rubens Figueiredo (vencedor do Prémio PT 2011) estarão pela primeira vez presentes no encontro, em que, ao longo de três dias, se debaterão temas como “Mentem-nos tanto os mitos”, “De que armas disporemos, se não destas que estão dentro do corpo”, “Só o que não se sabe é poesia” e “Desse país arranquei todos os cravos”, entre outros.

O escritor português Nuno Camarneiro, o mais recente vencedor do Prémio Leya, é outro dos estreantes nesta edição do encontro, a par do poeta Vasco Graça Moura, que celebrou, no ano passado, 50 anos de vida literária, do timorense Luís Cardoso, que vai lançar o romance “O Ano em que Pigafetta Completou a Circum-Navegação” (Sextante), e da atriz Carmen Dolores, que apresentará a sua autobiografia, intitulada “No Palco da Memória” (Sextante).

Na lista dos “repetentes”, encontram-se Valter Hugo Mãe, Afonso Cruz, Manuel Jorge Marmelo, João Tordo, Pedro Vieira, Maria do Rosário Pedreira, Hélia Correia, Almeida Faria, Helder Macedo, Maria Teresa Horta, Mário Zambujal e Rui Zink, entre outros, na representação nacional.

Ignacio Martínez de Pisón, Susana Fortes e Uberto Stabile (Espanha), Antonio Sarabia (México), Lauren Mendinueta (Colômbia), Carmo Neto (Angola) e Luís Carlos Patraquim (Moçambique) são alguns dos escritores estrangeiros que já participaram em edições anteriores, assim como como Manuel Rui (Angola), Carlos Quiroga (Espanha) e o português Onésimo Teotónio Almeida, que estão há mais tempo “acorrentados”, como costumam dizer.

Na sessão de abertura oficial do encontro, às 11:00, no Casino da Póvoa de Varzim, serão anunciados os vencedores do Prémio Literário Casino da Póvoa, no valor de 20 mil euros, e do Prémio Correntes d’Escritas/Papelaria Locus, atribuído a autores com idade entre 15 e 18 anos, que lhes serão entregues no sábado, na sessão de encerramento.

À tarde, no auditório municipal, o neurocirurgião João Lobo Antunes proferirá a conferência de abertura do encontro, subordinada ao tema “Não fazem mal as musas…”.

Além de habitualmente esgotar o auditório municipal de 310 lugares ao longo dos três dias em que decorre, o encontro, uma iniciativa da Câmara da Póvoa de Varzim lançada em 2000, costuma promover visitas dos escritores a escolas básicas e secundárias do concelho, iniciativa que se repetirá este ano, na quinta e na sexta-feira.

Haverá ainda, além do lançamento de 16 livros, a inauguração de duas exposições, sessões de poesia, a apresentação do número 12 da revista Correntes d’Escritas, dedicada a Urbano Tavares Rodrigues, e a habitual Feira do Livro, até sábado, ao lado do auditório, na Casa da Juventude, onde estarão à venda as obras dos autores presentes nesta 14.ª edição.

A encerrar o encontro, será prestada homenagem a dois poetas falecidos em 2012: o português Manuel António Pina e o brasileiro Lêdo Ivo.

 

ANC. // MAG.

Lusa/fim.

Foto: Hélia Correia, vencedora do Prémio Literário Correntes d’Escritas – Casino da Póvoa, durante a abertura da 14.ª Edição das Correntes d’Escritas, o maior encontro de autores de expressão ibérica que começa hoje na Póvoa de Varzim, 21 de fevereiro de 2013. ESTELA SILVA / LUSA

Hélia Correia vence Prémio Correntes d’Escritas

Escritora e Professora Helia Correia recebe um ramos de flores durante a inauguracao da Escola Basica Hélia Corria, Mafra, 03/01/2007. FOTO MANUEL DE ALMEIDA/lLUSA

 

O livro A Terceira Miséria (edição Relógio d’Água) valeu a Hélia Correia o Prémio Literário Correntes d’Escritas – Casino da Póvoa, anunciado na manhã desta quinta-feira, dia 21 de fevereiro de 2013, na Póvoa de Varzim, a abrir o programa oficial da 14ª edição deste festival literário.

O júri do prémio – constituído por Almeida Faria, Carlos Vaz Marques, Helena Vasconcelos, José Mário Silva e Patrícia Reis (que esteve ausente da reunião final do júri realizada na quarta-feira, mas enviou o seu voto) – considerou que o livro de Hélia Correia, “mais do que um conjunto de poemas, é um longo poema construído a partir da matriz clássica europeia para reflectir sobre questões fundamentais do Ocidente”.

O prémio, no valor de 20 mil euros, era este ano destinado à poesia, em alternância com a literatura.

Fonte: Público.

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