Ao longo de três dias, as entidades participantes no encontro debaterão no auditório da Assembleia da República e no Parque das Nações os desafios à cooperação e desenvolvimento nestes dois espaços geográficos.

“O que nós pretendemos é sensibilizar os jovens – porque isto é um encontro de jovens, e para jovens, feito com o apoio do programa Erasmus+ – para as questões da cooperação entre a Europa e a Lusofonia”, disse hoje à Lusa Fernando Sousa, vogal da Associação IUNA, sediada em Coimbra.

Segundo o responsável da organização não-governamental conimbricense, “o Erasmus+ é um programa muito vasto e tem algumas áreas em que os jovens podem aproveitar para apresentar projetos de cooperação no âmbito desse programa, que é apoiado pela União Europeia”.

“O Erasmus+ é a nova fase de um programa que já existe há muitos anos na União Europeia, o programa Juventude, que agora foi transformado e permite aos jovens, além dos programas que já conhecemos do Erasmus, outros âmbitos da cooperação: permite a cooperação juvenil, intercâmbios, encontros entre associações, a constituição de associações em rede – rede europeia, mas também com países terceiros”, descreveu.

No caso de Portugal, frisou, “os países terceiros que interessam são os Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP)”.

Com este encontro, a IUNA espera conseguir “ter algumas medidas muito concretas para apresentar uma agenda”.

“O nosso objetivo é, depois, apresentar uma agenda ao Conselho Europeu sobre medidas que possam ser aproveitadas para a cooperação entre a Europa e a Lusofonia”, sublinhou Fernando Sousa.

O que é importante, neste 1.º Fórum da Juventude Europa-Lusofonia, apontou, é “dizer o que nos interessa a nós, europeus, portugueses, e às associações africanas dos PALOP que vêm participar connosco”.

“Era isso que era importante que na Europa percebessem: que nós temos uma qualidade particular, um contexto que é muito singular, que é esta relação específica entre Portugal e os PALOP, e aproveitar muito a questão da língua e de como a língua pode ser uma alavanca essencial para a cooperação”, comentou.

A ideia é agregar as pessoas e “apresentar projetos, apresentar candidaturas bem-feitas, bem fundamentadas, ao Conselho Europeu, ao programa Erasmus+”, explicou, “porque o dinheiro está lá para ser distribuído, têm é de saber organizar-se”.

ANC // EL – Lusa/fim


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