Pescadores da aldeia da Maganja, no norte de Moçambique, preparam as suas redes para a pesca, 16 de março de 2015. EMANUEL PEREIRA/LUSA
Pescadores da aldeia da Maganja, no norte de Moçambique, preparam as suas redes para a pesca, 16 de março de 2015. EMANUEL PEREIRA/LUSA

Recenseamento Geral da População de Moçambique

Maputo, 08 jun (Lusa) – A população moçambicana está a ganhar “cultura estatística” e está entusiasmada com a realização, em agosto, do IV Recenseamento Geral da População e Habitação, na opinião do porta-voz do INE de Moçambique.

Em entrevista à Lusa, Cirilo Tembe afirmou que os moçambicanos compreendem que os inquéritos e censos têm impacto na sua vida e têm colaborado neste tipo de operações.

“A população moçambicana é bastante recetiva às operações estatísticas, sobretudo nas zonas rurais: os habitantes têm colaborado”, explicou.

Os líderes comunitários, prosseguiu, têm sido úteis, uma vez que ajudam a mobilizar a população, que responde com entusiasmo.

“Vai-se sentindo paulatinamente um crescimento da sensibilidade e da cultura estatística nas pessoas”, frisou o porta-voz do INE.

Os moçambicanos, prosseguiu, começaram a perceber que os inquéritos e censos são importantes para a melhoria das suas condições de vida.

“Quando nós sabemos que numa determinada região, um certo número de pessoas com idade escolar percorre tantos quilómetros para chegar à escola, são estes números que vão permitir, depois, a quem deve tomar decisão decidir onde montar uma nova escola, onde montar um novo posto de saúde, onde montar um nova fonte de água”, acrescentou.

O quarto Recenseamento Geral da População e Habitação vai decorrer de 01 a 15 de agosto, com uma projeção que ronda os 27 milhões de habitantes.

Para garantir que o processo decorra com normalidade, o Governo decidiu conceder férias escolares em todo o país, para que sejam recrutados professores e alunos para trabalharem como recenseadores.

O primeiro Recenseamento Geral da População em Moçambique foi realizado em 1980, cinco anos após a independência, seguindo-se os de 1987, 1997 e 2007, com um intervalo de dez anos entre cada um, como recomendam as boas práticas internacionais sobre censos populacionais.

PMA // SB – Lusa/Fim

 

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