Barcos aguardam, ao largo, vez para atracar no porto de Luanda, durante o 
pôr-do-sol. 18 de março de 2009.   JOÃO RELVAS / LUSA
Barcos aguardam, ao largo, vez para atracar no porto de Luanda, durante o pôr-do-sol. 18 de março de 2009. JOÃO RELVAS / LUSA

Portugal voltou a ser o principal fornecedor de Angola no terceiro trimestre de 2016

Luanda, 18 jan (Lusa) – Portugal voltou a ser o país que mais vende a Angola, no terceiro trimestre de 2016, após vários meses de liderança da China, que por sua vez comprou mais petróleo angolano no mesmo período, face ao anterior.

De acordo com o documento estatístico do comércio externo do terceiro trimestre, do Instituto Nacional de Estatística (INE) angolano, libertado apenas este mês e ao qual a Lusa teve hoje acesso, Portugal vendeu a Angola, entre julho e setembro de 2016, mais de 74.394 milhões de kwanzas (421, 8 milhões de euros) em bens e serviços.

Trata-se de um aumento de 21, 4% face ao trimestre anterior, mas um registo que ainda fica 12, 5% abaixo face tendo em conta as vendas feitas por Portugal no mesmo período, mas de 2015, ano que marcou o agravamento da crise angolana devido à quebra nas receitas com a venda de petróleo.

A quota de Portugal nas importações totais angolanas subiu desta forma para 14, 8%, logo seguido pelos Estados Unidos, com uma quota de 12, 6% e vendas, no mesmo período, de 63.200 milhões de kwanzas (358 milhões de euros), e da China, com um quota de 12, 4% e 62.362 milhões de kwanzas (353 milhões de euros).

No total, as importações angolanas caíram quase 20%, face ao mesmo período de 2015, para 502, 9 mil milhões de kwanzas (mais de 2.500 milhões de euros).

No plano inverso, a China mantém-se, como há vários anos, na liderança das exportações angolanas, essencialmente de petróleo, tendo comprado o equivalente a 565, 2 mil milhões de kwanzas (3.200 milhões de euros) no terceiro trimestre. Trata-se de um aumento (em valor, devido ao aumento entretanto verificado na cotação de crude) de 36, 3% face ao mesmo período de 2015 e de mais 30, 7% tendo em conta o segundo trimestre de 2016.

A quota da China nas exportações angolanas passou dos 35% do total no segundo trimestre do ano para 40%, no terceiro trimestre, segundo os indicadores do INE.

Depois da China, a Índia foi o segundo país que mais crude comprou a Angola (94% das exportações angolanas foram petróleo), no valor de 108, 6 mil milhões de kwanzas (615 milhões de euros) e com uma quota do total de 7, 7%, enquanto os Estados Unidos compraram 86, 6 mil milhões de kwanzas (491 milhões de euros), representando uma quota total de 6, 1%.

Taiwan, apesar do diferendo chinês e das fortes relações entre Angola e a República Popular da China, surge no quarto lugar do destino das exportações angolanas, tendo comprado 68, 1 mil milhões de kwanzas (386 milhões de euros) e com uma conta de 4, 8% do total.

Portugal volta no terceiro trimestre a figurar entre os 10 principais destinos das exportações de Angola, com compras no valor de 59, 1 mil milhões de kwanzas (335 milhões de euros) e um quota de 4, 2%, tal como a França.

Globalmente, as exportações angolanas aumentaram para 1, 411 biliões de kwanzas (oito mil milhões de euros) entre julho e setembro, mais 14, 5% face ao segundo trimestre do ano e uma subida de 32, 5% em termos homólogos, tendo em conta 2015.

Este aumento foi essencialmente influenciado pela subida da cotação do petróleo no mercado internacional, tendo em conta o registo do trimestre anterior.

PVJ // VM – Lusa/Fim

 

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