A nova secretária-executiva, Maria do Carmo Silveira, durante a cerimónia de encerramento da Cimeira da CPLP em Brasilia, no Brasil, 01 novembro 2016.  ANDRÉ KOSTERS / LUSA
A nova secretária-executiva, Maria do Carmo Silveira, durante a cerimónia de encerramento da Cimeira da CPLP em Brasilia, no Brasil, 01 novembro 2016. ANDRÉ KOSTERS / LUSA

“Não é impossível” aplicar liberdade de residência já – futura secretária-executiva

Brasília, 01 nov (Lusa) – A futura secretária-executiva da Comunidade dos Países de língua Portuguesa (CPLP), Maria do Carmo Silveira, disse hoje que “não é impossível” aplicar já a liberdade de residência no espaço lusófono.

Confrontada pela agência Lusa com as palavras do primeiro-ministro português, António Costa, que na segunda-feira disse que “era muito positivo” que a liberdade de residência na CPLP “se pudesse fazer já”, a são-tomense respondeu: “Vamos analisar e ver como é que se pode concretizar. Eu creio que não é impossível”.

“Apenas temos de estudar como é que vamos poder implementar isto. Pode ser um primeiro passo para uma mobilidade mais geral no seio da comunidade”, comentou, no final da XI conferência dos chefes de Estado e de Governo da CPLP, que decorreu entre segunda-feira e hoje em Brasília, no Brasil.

Maria do Carmo Silveira, que foi nomeada para secretária-executiva da comunidade durante a cimeira, mas que só assumirá funções em janeiro, respondeu aos jornalistas que uma das suas prioridades será precisamente a “questão da mobilidade no seio da comunidade”.

O primeiro-ministro português manifestou-se hoje convicto de que a proposta portuguesa de mobilidade no espaço lusófono já será uma realidade quando Portugal assumir o secretariado-executivo da comunidade, em 2019.

“Sem esquecermos um dos pilares da nossa comunidade, que é a língua portuguesa”, outra prioridade “será promover uma maior aproximação entre os países” através “da dinamização da cooperação “nos vários domínios e com particular destaque para a cooperação no domínio económico e empresarial”, disse aos jornalistas Maria do Carmo Silveira.

Questionada pela Lusa, a são-tomense respondeu que abolir a pena de morte também é uma prioridade na comunidade, porque “a CPLP tem o desígnio de promover a democracia e o Estado de Direito nos seus Estados-membros”, garantindo que vai acompanhar essa questão em relação à Guiné Equatorial.

A Guiné Equatorial pediu apoio técnico da CPLP para abolir a pena de morte, o que os restantes Estados-membros da organização registaram “com agrado”, segundo a declaração final da cimeira de Brasília.

“Sei que estão em cursos expedientes com vista à abolição da pena da morte e eu creio que esse compromisso foi assumido pela Guiné Equatorial publicamente e perante os chefes de Estado da comunidade”, comentou.

Antes, numa declaração aos jornalistas sem direito a perguntas no final da cimeira, Maria do Carmo Silveira falou na Nova Visão Estratégica da CPLP para os próximos dez anos, que, “sem esquecer os pilares da língua” e “a concertação político-diplomática”, determina que é preciso “evoluir para uma cooperação económica e empresarial”.

A são-tomense lembrou que se a CPLP fosse um país seria “a sexta maior economia mundial”, tendo “um potencial enorme”, com “recursos naturais, humanos e estratégicos”, sendo “preciso potenciar tudo isso em benefícios das populações” nos próximos anos.

A CPLP, que nasceu há 20 anos, é constituída por nove Estados-membros: Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste.

ANYN (IEL/JH)// VM

Lusa/Fim

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