Uma vendedora de manga em Bissau, Guiné-Bissau, 18 de Agosto de 2008.   PAULO CUNHA/LUSA
Uma vendedora de manga em Bissau, Guiné-Bissau, 18 de Agosto de 2008. PAULO CUNHA/LUSA

Mulheres guineenses reclamam envolvimento na tomada de decisões

Bissau, 27 abril (Lusa) – As organizações representativas das mulheres guineenses entregaram hoje no Gabinete Integrado da ONU para a Consolidação da Paz na Guiné-Bissau um memorando a apelar ao seu envolvimento na tomada de decisões e à unidade nacional.

O manifesto foi entregue ao representante adjunto do representante especial do secretário-geral da ONU no país, o italiano Marco Carmignari.

No manifesto, as mulheres guineenses exortam às “autoridades nacionais e demais atores políticos maior contenção nos discursos políticos, evitando proferir declarações suscetíveis de comprometer a coesão social, a paz, a unidade nacional”, que o povo pretende.

As organizações representativas das mulheres apelam ao Presidente da República, José Mário Vaz, para “usar a sua magistratura de influência junto do Governo e demais atores políticos com vista a adotarem medidas que contribuam para o apaziguamento da tensão política” e para “criar condições para um diálogo franco e aberto entre os diferentes protagonistas”.

As mulheres guineenses manifestam também a sua “indignação perante os comportamentos discriminatórios que permitiram o afastamento compulsivo das mulheres nas diferentes fases das negociações tendentes à resolução da crise política”.

No documento, as organizações exigem a “inclusão das mulheres em todas as instâncias e fases de mediação”, bem como estar representadas no Governo e nas estruturas intermédias da função pública.

As mulheres guineenses pretendem também organizar um fórum para discutir a atual situação do país para formular recomendações às autoridades do país e à comunidade internacional.

O manifesto foi assinado pela Plataforma Política das Mulheres, Rede Paz e Segurança para as Mulheres no Espaço CEDEAO (Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental), Rede Nacional de Luta Contra a Violência na Mulher e Criança, Comité Nacional para o Abandono das Prática Tradicionais Nefastas, Rede das Mulheres para a Edificação da Paz na África Ocidental, Rede das Mulheres Mediadoras e Associação das Mulheres Jornalistas e Profissionais da Comunicação Social.

MSE // VM – Lusa/Fim

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