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Luanda recebe fórum económico sobre Cidades Sustentáveis de língua portuguesa

Luanda, 11 abr (Lusa) – Um Fórum Económico sobre Cidades Sustentáveis a realizar em Luanda, no próximo dia 20, à margem da 33.ª Assembleia-Geral da União das Cidades Capitais de Língua Portuguesa (UCCLA), vai proporcionar oportunidades de negócios e cooperação internacional, foi hoje anunciado.

O programa deste fórum, que vai reunir em Luanda cerca de 200 convidados, foi hoje apresentado pelo presidente da Associação Empresarial de Luanda e do Fórum de Empresários de Língua Portuguesa, o angolano Francisco Viana.

Segundo o responsável, em parceria com a Comissão Administrativa de Luanda e a UCCLA, o objetivo do fórum é proporcionar debate sobre temas de atualidade e que possam ser do interesse quer do setor público quer do setor privado.

Francisco Viana referiu que participam no encontro os presidentes das câmaras municipais de Almada e Cascais, de Portugal, do conselho municipal de Maputo, Moçambique, e do governo regional de Santo António do Príncipe, São Tomé e Príncipe.

O empresário destacou igualmente a presença do diretor do Centro de Apoio Empresarial de Macau do Instituto de Promoção do Investimento de Macau, que vai fazer uma intervenção ligada aos fundos da China e os apoios que, através de Macau, Angola pode obter, nomeadamente o Africa Development Fund.

A participação de bancos no fórum foi igualmente destacada por Francisco Viana, no sentido de proporcionar interação com os empresários presentes, e entidades que podem financiar projetos dos municípios.

“Acreditamos que Angola vai marcar com a sua dinâmica este fórum empresarial, em que nós estaremos em posição de proporcionar aos empresários dialogarem com os seus dirigentes das cidades e proporcionar também a cada uma das cidades partilhar as suas experiências de sucesso”, frisou.

Sobre o tema do fórum Cidades Sustentáveis, Francisco Viana referiu que a sua escolha tem a ver com o novo paradigma que hoje se apresenta para as cidades.

“No nosso caso de Angola, sustentável no sentido de não depender só do petróleo, procurar encontrar formas de energias, que sejam renováveis, encontrar formas de gerir os seus resíduos sólidos e não só, de melhor aproveitar as águas das chuvas”, exemplificou.

Enumerou ainda a questão da inclusão, para que uma “cidade que é boa para os ricos, também seja para os pobres”.

A 33.ª Assembleia-geral da UCCLA, instituição fundada em 1985, vai analisar o relatório de contas relativo ao ano findo, apresentar o programa de atividades para o presente ano, a adesão de novos membros, bem como deliberar a data e o local da próxima reunião.

NME // EL – Lusa/Fim

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