João Lourenço durante o ato de apresentação como candidato do MPLA às próximas eleições presidenciais em agosto. 25 de março de 2017, Angola. JOOST DE RAEYMAEKER / LUSA
João Lourenço durante o ato de apresentação como candidato do MPLA às próximas eleições presidenciais em agosto. 25 de março de 2017, Angola. JOOST DE RAEYMAEKER / LUSA

João Lourenço é o cabeça-de-lista do MPLA às eleições gerais de agosto em Angola

Luanda, 25 mar (Lusa) – O cabeça-de-lista do MPLA às eleições gerais de agosto em Angola, João Lourenço, lamentou hoje a existência de “pobreza extrema” no país, que relacionou com o conflito armado terminado em 2002, prometendo combater essa realidade.

O candidato do partido no poder à sucessão de José Eduardo dos Santos na Presidência da República discursava em Viana, arredores de Luanda, perante, segundo a organização, 200.000 apoiantes mobilizados pelo Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA) em toda a província, tendo assumido a “prioridade do combate à pobreza”, caso seja eleito.

“Temos a tarefa de tirar o maior número possível de cidadãos da pobreza”, apontou o general e vice-presidente do MPLA, João Lourenço, apelando ao envolvimento também das instituições privadas, além das organizações não-governamentais e das igrejas.

“Todos os países têm ricos e pobres, Angola não é uma exceção. Mas, o ideal nessa divisão da sociedade é haver equilíbrio, e quando me refiro a equilíbrio quero dizer alargar substancialmente o número de cidadãos que saem das condições de extrema pobreza, que saem da condição de pobres, e que passam a integrar uma classe média”, defendeu.

João Lourenço admitiu o objetivo de elevar a classe média a representar 60% da população angolana, de 25 milhões de pessoas, embora sem adiantar propostas concretas nesta intervenção.

“Uma das nossas preocupações, depois de agosto [eleições gerais], será precisamente, não digo criar, mas procurar ampliar ao máximo essa classe média angolana, à custa da redução dos pobres (…) Fazer com que a classe média seja superior à soma dos pobres e dos ricos”, acrescentou.

Angola é o maior produtor de petróleo em África, com mais de 1,6 milhões de barris por dia e para o candidato e atual ministro da Defesa, o período de guerra civil “aprofundou a pobreza que já existia no país”.

“Angola ficou mais pobre, as pessoas ficaram mais pobres, o país ficou mais pobre em infraestruturas”, disse.

Num discurso de 40 minutos, perante um sol abrasador que se fez sentir durante toda a manhã, João Lourenço prometeu, caso seja eleito, uma maior aposta na organização da economia e no apoio ao investimento privado, chamando as empresas a “cumprirem com o seu papel social”.

Além disso, o candidato do MPLA promete colocar a diplomacia angolana ao “serviço” da economia, na captação de investimento privado externo, mas apostando sobretudo nas relações comerciais com os países africanos.

“Mas, sem prejuízo das grandes empresas, queremos privilegiar o surgimento das micros, pequenas ou médias empresas”, disse ainda João Lourenço.

PVJ // JLG – Lusa/Fim
Comicío do MPLA para apresentação do candidato do partido às eleições presidenciais de agosto de 2017, João Lourenço, num "Acto político de massas" em Viana, no Zango 3., Viana 25 de março de 2017, Angola. JOOST DE RAEYMAEKER / LUSA

Comício do MPLA para apresentação do candidato do partido às eleições presidenciais de agosto de 2017, João Lourenço, num “Ato político de massas” em Viana, no Zango 3., Viana 25 de março de 2017, Angola. JOOST DE RAEYMAEKER / LUSA

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