Gás em Moçambique

Governo moçambicano espera decisão final de investimento no gás natural em 2017

Maputo, 01 dez (Lusa) – O Governo moçambicano espera que os principais consórcios nos projetos de gás da bacia do Rovuma, norte do país, tomem a decisão final de investimento em 2017, disse hoje em Maputo a ministra moçambicana dos Recursos Minerais e Energia.

“Fazemos votos para que os concessionários alcancem a decisão final de investimento [DFI] em 2017”, afirmou Letícia da Silva Klemens, durante a “Mozambique Gas Summit”, uma conferência internacional sobre o gás, que se iniciou hoje na capital moçambicana.

A ministra dos Recursos Minerais e Energia de Moçambique congratulou-se com o anúncio este mês da petrolífera italiana ENI, que comunicou ao Governo moçambicano que vai avançar com o investimento no desenvolvimento do projeto de gás natural na Área 4 da bacia do Rovuma, aguardando a posição dos outros parceiros no consórcio, incluindo a portuguesa Galp.

Em relação ao consórcio liderado pela norte-americana Anadarko, que vai explorar o gás natural da Área 1 da Bacia do Rovuma, Letícia Klemens referiu que o Governo moçambicano espera finalizar os contratos com o mesmo, para a criação de condições de desenvolvimento do projeto.

“Esperamos o início da execução do plano de desenvolvimento do projeto, assim que a discussão dos contratos agora em curso com o governo estiver concluída”, declarou Klemens.

Apesar do contexto difícil que o setor petrolífero atravessa, caracterizado por baixos preços e excesso de oferta, prosseguiu a governante, Moçambique é um país muito procurado pelos investidores da área.

A ministra apontou a corrida que se verificou no quinto concurso de licitação de blocos de pesquisa de hidrocarbonetos lançado em 2014 pelas autoridades moçambicanas como exemplo do interesse das multinacionais petrolíferas pelo país.

O concurso foi ganho pelos consórcios liderados pelas companhias norte-americana Exxon Mobil e russa Rosnef.

Letícia Klemens assinalou que as multinacionais do setor petrolífero despenderam em Moçambique cerca de nove mil milhões de dólares (8, 4 mil milhões de euros) só em atividades de pesquisa de hidrocarbonetos nos últimos 15 anos, considerando esse registo sem precedentes na África subsaariana.

PMA // CSJ

Lusa/Fim

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