葡萄牙语读写基础教程 [Manual Elementar de Português Falado e Escrito] publicado pela China Commercial Press em setembro de 2016
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Governo de Macau aberto ao envio de professores de chinês para Portugal

Macau, China, 02 dez (Lusa) – O Governo de Macau considerou hoje “uma boa sugestão” a proposta apresentada por deputados de enviar professores para Portugal para ensinarem chinês, e prometeu reforçar também os cursos para alunos lusófonos na cidade.

“Macau é um lugar muito privilegiado para o ensino das duas línguas [português e chinês]. Perguntaram-me se é possível levarmos professores de Macau para ensinar chinês em Portugal. Acho que é boa sugestão. Sei que Portugal já acolhe professores chineses vindos da China para irem lá ensinar o mandarim. Na altura da administração portuguesa, a missão de Macau em Portugal tinha já cursos de cantonês para portugueses, não sei se ainda estão a funcionar. Se não [estão], espero que os serviços competentes pensem nisto”, disse hoje Alexis Tam, secretário para os Assuntos Sociais e Cultura, durante o segundo dia de debate setorial das Linhas de Ação Governativa.

Quando, em outubro, o ministro da Educação português visitou Macau, manifestou vontade de aumentar o número de professores chineses em Portugal e em reforçar laços com as autoridades educativas de Macau. Tiago Brandão Rodrigues falou do projeto-piloto de ensino de mandarim com duração de três anos e que inclui 11 professores chineses que ensinam mandarim em 12 escolas, número que pretendia duplicar.

“Gostava de vos desafiar a criar pontes com essas escolas”, disse, na altura, durante uma visita a uma escola e perante uma plateia de professores, onde estava a diretora dos Serviços de Educação e Juventude.

O bilinguismo é tema frequente na Assembleia Legislativa de Macau, mas o foco costuma estar na aprendizagem do português por parte dos quadros de Macau, através da criação de cursos, de estratégias para atrair o interesse dos alunos ou da contratação de professores de Portugal. Desta vez, porém, após referências no hemiciclo, Alexis Tam – também ele bilingue – disse concordar com a promoção “do ensino da língua chinesa”.

“Este ano já autorizei ao Instituto Politécnico de Macau a admissão de alunos dos países de língua portuguesa para virem a Macau frequentar cursos de mandarim. O resultado é muito bom, cerca de 100 alunos estão a frequentar cursos de chinês em Macau. A Universidade de Macau também vai criar um centro de bilingues de chinês e português”, indicou.

Apesar de a administração portuguesa (pré-1999) “não ter ensinado o português de forma generalizada”, Tam garante que hoje o Governo está investido em “sensibilizar os estudantes que [o conhecimento da língua] tem uma boa saída”, já que, além da necessidade de 200 tradutores em Macau, o objetivo é formar bilingues para entrarem no vasto mercado da China.

“Provavelmente precisaremos de 200 tradutores bilingues mas a China vai precisar de mais, não queremos formar só pessoas para Macau, esperamos que os nossos formandos sejam os construtores de pontes entre a China e os países lusófonos”, defendeu.

A diretora dos Serviços de Educação e Juventude, Leong Lai, acrescentou que apesar de, no passado, os pais acharem que era “um grande encargo para uma criança aprender chinês, inglês e ainda português”, hoje “têm cada vez mais interesse em levar os seus filhos a aprender português porque sabem que tem um bom futuro”.

ISG // PJA – Lusa/fim

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